Canadá quer lançar banco global de defesa na próxima cimeira NATO

  • Tiago Martins d'Oliveira
  • 2 Julho 2026

O Canadá quer anunciar na próxima cimeira da NATO um grupo de cerca de dez países fundadores de um novo banco global de defesa, com capacidade para mobilizar até 100 mil milhões de libras.

O Canadá quer anunciar um grupo de cerca de dez países fundadores de um novo banco global de defesa, uma iniciativa que pretende mobilizar até 100 mil milhões de libras (cerca de 117 mil milhões de euros) em financiamento barato para reforçar a segurança dos aliados, na próxima cimeira NATO, que decorrerá em Ancara, na Turquia, a 7 e 8 de julho.

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O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, quer promover o Banco de Defesa, Segurança e Resiliência (DSRB, na sigla em inglês) como parte de um apelo para uma Aliança Atlântica de “potências médias” capaz de combater a fragmentação da ordem internacional tradicional liderada pelos Estados Unidos.

“Definimos a cimeira da NATO como prazo… O que queremos anunciar é a lista dos membros fundadores”, afirmou Isabelle Hudon, principal negociadora do Canadá no lançamento da iniciativa multilateral e CEO do Banco de Desenvolvimento do Canadá, citada pela Reuters.

O novo banco terá como missão apoiar o reforço da defesa dos países aliados através da concessão de financiamento em condições favoráveis, ajudando a acelerar investimentos em capacidades militares, segurança e resiliência.

“O meu primeiro-ministro disse que não devemos procurar a perfeição antes de lançar esta iniciativa, que devemos reunir os países que estão prontos para serem chamados de membros fundadores, e então a adesão permanecerá aberta”, referiu Hudon, citada pela agência de notícias.

A viabilidade do projeto dependerá também da capacidade do DSRB para garantir uma notação de crédito Triplo A, algo que exige o apoio de países considerados estratégicos para a credibilidade financeira da futura instituição.

O banco tem mantido conversações consideradas produtivas com a Coreia do Sul, admitindo existir 50% de hipóteses de o país vir a aderir, possivelmente numa fase posterior. Para já, contudo, nenhum outro membro do G7 estará perto de se juntar à iniciativa, adiantou a CEO do Banco de Desenvolvimento do Canadá à Reuters.

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