Exército testa veículo robotizado para operações de resgate e reabastecimento
O veículo, desenvolvido pelo Tribe Lab do INESC TEC, com base em requisitos definidos pelo Exército, foi adquirido no âmbito do projeto Remote and Autonomous Systems (RAS).
O Exército Português está a testar um veículo terrestre não tripulado que poderá ser usado em operações militares ou civis, como situações de evacuação de feridos ou reabastecimento. O veículo, desenvolvido pelo Tribe Lab do INESC TEC, com base em requisitos definidos pelo Exército, foi adquirido no âmbito do projeto Remote and Autonomous Systems (RAS), inserido na Lei de Programação Militar. Veículo teve um investimento total de mais de 196 mil euros (com IVA).
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“O UGV “Modular X” foi desenvolvido e fornecido pelo Tribe Lab do INESC TEC, com base em requisitos definidos pelo Exército, adaptando uma plataforma robótica de uso dual, vocacionada para operações militares e civis, já anteriormente apresentada no âmbito do Exercício ARTEX”, refere o Exército em comunicado.
Composto por dois módulos de tração integral, o veículo pode operar com rastos ou rodas, em função do terreno e da missão, tendo uma capacidade de carga até 500 kg. O veículo pode ser usado — podendo ser operado por controlo remoto, teleoperação ou de forma autónoma — para apoio a operações de reabastecimento ou resgate de feridos, pois está adaptado para a fixação de macas NATO, “possibilitando o apoio a ações de evacuação de baixas (CASEVAC)”, detalha o Exército.

O Modular X foi atribuído à Brigada Mecanizada, sediada no Campo Militar de Santa Margarida, que durante “até um ano” vai testar e validados os requisitos técnicos e operacionais, identificar e desenvolver ações de reengenharia, “com vista à melhoria contínua do projeto e à sua plena adequação ao emprego militar”.
“Este processo decorrerá através de um canal permanente de articulação entre o INESC TEC, o CEMTEx e o Batalhão de Infantaria Pesado”, refere o Exército.
Conduzido através do Centro de Experimentação e Modernização Tecnológica do Exército (CEMTEx), o projeto “constitui um pilar estruturante para a edificação de capacidades robóticas e autónomas no Exército Português, promovendo o investimento na Base Tecnológica e Industrial de Defesa (BTID) e no Sistema Científico e Tecnológico Nacional (SCTN)”, destaca o ramo das Forças Armadas.
Validada a sua aplicabilidade operacional, o veículo “poderá vir a reforçar o Elemento Orgânico Modular de uma Força Nacional Destacada, contribuindo para a modernização, proteção da força e aumento da eficácia operacional do Exército”.
O valor da aquisição não foi adiantado pelo Exército na sua comunicação. Mas informação contida no Portal Base, com data de novembro de 2025, dá conta da aquisição de um veículo robotizado pelo valor de 160 mil euros, valor a que acresce 23% de IVA, elevando para 196.800 euros o montante investido pelo Exército Português neste veículo robotizado.
(Última atualização às 19h59)
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