Quantum Systems capta mil milhões e admite fusão com startup de drones kamikaze
A Quantum Systems levantou mais de mil milhões de euros numa ronda que elevou a sua avaliação para 7 mil milhões e admite fundir-se com a Stark, startup de drones kamikaze criada pelo mesmo fundador.
A Quantum Systems levantou 1,2 mil milhões de dólares (pouco mais de mil milhões de euros) numa ronda Série D que elevou a sua avaliação para cerca de 8 mil milhões de dólares (equivalente a 7 mil milhões de euros). A operação levou a fabricante alemã de drones de vigilância a considerar uma fusão com a Stark, startup de drones kamikaze criada pelo mesmo fundador.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
A empresa alemã adiantou que pretende usar os novos fundos para acelerar a passagem de plataformas não tripuladas isoladas para uma família interoperável de sistemas autónomos, ligados através do MOSAIC UXS, o ecossistema de software da Quantum Systems para sistemas não tripulados, refere a alemã em comunicado.
“O futuro é não tripulado. A defesa será definida por sistemas autónomos capazes de operar em conjunto em diferentes domínios e em tempo real. Com a Quantum Systems, estamos a construir uma nova geração de sistemas de defesa que tem o potencial de revolucionar o setor como o conhecemos hoje”, vincou Florian Seibel, coCEO e cofundador da Quantum Systems, na nota de imprensa.
A ronda de financiamento, que mais do que duplicou o valor da empresa, foi coliderada pela Airbus, Blackstone, Noteus e Advent, contando ainda com o apoio de investidores como BOND, Fidelity, Wellington Management, A.P. Moller Holding e Elephant Lake Ventures, bem como de acionistas já presentes no capital, como a Balderton e a HV Capital.
Em paralelo, a Quantum Systems revelou que acordou com a Airbus Defence and Space o aprofundamento da colaboração estratégica entre as duas empresas, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de capacidades europeias soberanas de defesa de nova geração.
Florian Seibel explicou que a operação serviu também para “limpar” a estrutura acionista da empresa, permitindo a saída de investidores e acionistas que se opunham à produção de versões armadas dos seus sistemas, o que permitirá o desenvolvimento, pela primeira vez, de tecnologias letais.
“[Qualquer pessoa] que não se sentisse confortável com o possível novo alinhamento da empresa teve oportunidade de sair”, afirmou o coCEO da Quantum Systems ao Financial Times.
O gestor admitiu ao jornal britânico que a Quantum poderá agora avançar para áreas como mísseis de ataque de longo alcance ou analisar uma integração com a Stark, startup especializada em drones com ogivas concebidos para explodir no impacto.
“Nunca fiquei realmente satisfeito por ter sido forçado a construir a Stark fora da Quantum. A Stark… teve um ótimo desempenho. É uma história de sucesso. Mas se fizesse parte da Quantum, também haveria benefícios decorrentes disso”, frisou Seibel, citado pelo mesmo jornal.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})
Quantum Systems capta mil milhões e admite fusão com startup de drones kamikaze
{{ noCommentsLabel }}