Taxa de juro dos depósitos sobe pelo quarto mês seguido para 1,48%
Subida da remuneração dos depósitos bancários não chega para tirar Portugal do grupo de países da Zona Euro que pior paga aos aforradores, apesar da quarta melhoria mensal consecutiva.
A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares subiu pelo quarto mês consecutivo em maio, fixando-se em 1,48%, mais 0,04 pontos percentuais do que em abril, segundo dados avançados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal.
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Nos contratos com prazo até um ano, que representam 97% do total de novos depósitos de particulares, a remuneração acompanhou a mesma tendência ascendente, também para 1,48%.
Na área do euro, a taxa média subiu para 1,96%, com Portugal a manter-se entre os seis países com juros mais baixos no conjunto da moeda única.

Este movimento de subida gradual nos juros surge num momento em que os portugueses continuam a engordar as suas poupanças nos bancos. Em maio, o total de depósitos de particulares nos bancos residentes em Portugal ultrapassou pela primeira vez os 203 mil milhões de euros, um recorde histórico que reflete um crescimento homólogo de 4,6%.
O aumento face a abril, de 398 milhões de euros, resultou tanto dos depósitos à ordem como dos depósitos a prazo, sugerindo que a ligeira melhoria da remuneração, aliada a alguma cautela das famílias perante a incerteza económica internacional, continua a favorecer este tipo de aplicação.
Do lado das empresas, o cenário nos juros segue trajetória semelhante à das famílias, com a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de empresas a fixar-se em 1,88% em maio, um acréscimo de 0,05 pontos percentuais face a abril, superando a remuneração paga aos particulares.
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