Hospital Universitário Rey Juan Carlos promove formação avançada em técnicas respiratórias minimamente invasivas
A pneumologia intervencionista está a transformar o diagnóstico de doenças torácicas complexas, permitindo estudar lesões pulmonares e pleurais com procedimentos mais precisos, seguros e menos invasiv
Esta evolução nos cuidados de saúde tem sido o foco do curso teórico-prático sobre intervencionismo avançado ‘Forward Academy Pneumology PIB’, que tem sido acolhido pelo Hospital Universitário Rey Juan Carlos em Móstoles (Madrid). Os seus profissionais partilharam os seus conhecimentos e experiência em técnicas de ponta, como ecobroncoscopia, ecografia torácica, biópsias guiadas por ecografia ou crio-EBUS com especialistas de outros centros em Espanha.
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“Estas técnicas abrem novas possibilidades no diagnóstico respiratório, mas o seu verdadeiro valor depende da experiência dos profissionais que as aplicam”, diz Mercedes García-Salmones Martín, chefe do Serviço de Pneumologia do hospital Mostoleño. “É por isso que a formação avançada é fundamental, ajudando a lidar com procedimentos complexos com segurança, melhorando a tomada de decisões clínicas e proporcionando cuidados de maior qualidade para doenças como o cancro do pulmão ou a patologia pleural.”
DIAGNÓSTICO ANTERIOR
O grande avanço da pneumologia intervencionista, cujas técnicas ainda não são implementadas em muitos hospitais a nível nacional, reside na sua capacidade de obter informação em tempo real e dirigir biópsias com precisão milimétrica. Ferramentas como EBUS (ecobroncoscopia ou ecografia endobrônquica), que combina visão endoscópica com ecografia, são hoje vitais para o diagnóstico e estadiamento do cancro do pulmão, pois permitem a visualização de estruturas mediastinais de difícil acesso.
Por sua vez, a ecografia torácica e as biópsias guiadas por ecografia garantem a avaliação de lesões pulmonares periféricas com elevada segurança, minimizando complicações comuns noutros procedimentos, como o pneumotórax. Por outro lado, técnicas mais avançadas como a crio-EBUS (criobiópsia mediastinal transbrônquica guiada por ecografia endobrônquica) conseguem extrair amostras de tecido de maior dimensão e qualidade. Este fator é decisivo para melhorar o desempenho diagnóstico e facilitar estudos moleculares, que são a base da medicina personalizada atual.
“Para o paciente, ter profissionais com formação avançada nestas técnicas é um benefício direto e muito tangível”, diz Estefanía Llopis Pastor, subdiretora do Serviço de Pneumologia do Rei Juan Carlos, que destaca vantagens da técnica, tais como o facto de “permitir o acesso a procedimentos minimamente invasivos que reduzem a necessidade de cirurgias diagnósticas, com menos risco e maior conforto. e facilita diagnósticos mais rápidos e precisos para iniciar o tratamento adequado mais cedo.”
Todas estas ferramentas desempenham um papel central nas neoplasias torácicas, mas a sua utilidade estende-se ao estudo de adenopatias mediastinais, possíveis metástases, doenças inflamatórias como a sarcoidose, infeções como a tuberculose e patologias da pleura (derrames ou espessamentos suspeitos).
FORMAÇÃO
O desenvolvimento deste intervencionismo de precisão requer uma curva de aprendizagem altamente especializada. Para responder a esta necessidade, o curso realizado no Hospital Universitário Rey Juan Carlos optou por um formato imersivo que combina sessões teóricas, formação prática em modelos sintéticos e resolução de casos clínicos ao vivo.
Durante a conferência, os médicos do hospital Mostole formaram os colegas assistentes na abordagem a lesões adjacentes à pleura, biópsias e punções transtorácicas, e aprofundaram a otimização de técnicas de ponta como ecobroncoscopia linear, EUS-B, elastografia, C-Cryo-EBUS, EBUS radial, uso da criosonda e navegação eletromagnética.
Esta combinação de teoria, simulação num ambiente seguro e prática clínica real promove o desenvolvimento de unidades especializadas e favorece o trabalho multidisciplinar, destaca o Dr. Eduardo Solís, especialista no Serviço de Pneumologia do centro Mostoleño. Com esta iniciativa, o Hospital Universitário Rey Juan Carlos reafirma o seu compromisso com uma medicina precisa e menos invasiva, focada em encurtar os tempos de diagnóstico das doenças respiratórias mais graves.
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