Um dos helicópteros de combate a incêndios só voa a 16 de julho
A aeronave do Estado B3, operada e mantida pela Heliportugal, é um dos 78 meios aéreos do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR). Mas está em manutenção.
Um dos helicópteros previstos para o combate aos incêndios rurais só vai estar em operação a 16 de julho. A aeronave do Estado B3, operada e mantida pela Heliportugal, é um dos 78 meios aéreos do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), mas está em manutenção, adianta a Força Aérea Portuguesa, que, no âmbito do DECIR, assume o comando, gestão centralizada e manutenção dos meios aéreos.
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“No que respeita aos meios aéreos empenhados no DECIR, o dispositivo conta atualmente, no nível Charlie (1 a 30 de junho), com um total de 78 meios aéreos, incluídos os quatro helicópteros orgânicos da Força Aérea, dois UH-60 Black Hawk e dois AW119 Koala”, detalha porta-voz da Força Aérea ao ECO/eRadar.
“Presentemente, 77 destes meios encontram-se disponíveis, estando um dos meios próprios do Estado temporariamente em manutenção”, refere. “É uma aeronave do Estado, B3, operada e mantida pela Heliportugal. As quatro aeronaves do dispositivo da Força Área — dois UH-60 Black Hawk e dois AW119 Koala — estão prontas e em operação, nunca estiveram inoperativas e estão a cumprir conforme previsto no DECIR”, clarifica porta-voz da Força Aérea.

Questionado sobre para quando está prevista a entrada em operação da aeronave, responde: “A informação que temos é a data de 15 julho, previsão dada pela empresa HeliPortugal. A previsão é que a aeronave esteja pronta a 15 e em operação a 16 de julho.”
Na sexta-feira o ministro da Defesa Nuno Melo referia que helicópteros da Força Aérea iriam “pela primeira vez” estar envolvidos no combate a incêndios, tendo sido estabelecida uma estratégia na Base Aérea de Monte Real, em Leiria, “em que aeronaves P-3 Orion e Capri C-295 fazem a deteção precoce dos incêndios”, disse citado pela Lusa.
O ministro mencionou ainda a “aquisição de kits de incêndios que são instalados em aeronaves C-130, que estarão operacionais a partir de 2027, mas podendo usar carga de água e calda retardante”, a que “acresce a aquisição de bombardeiros pesados Canadair, que estão em produção no Canadá e que chegarão, o primeiro em 2029, e o segundo em 2030”.
Um dia antes de Portugal acionar o mecanismo europeu de proteção civil e solicitar o apoio de Marrocos, o Gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas comunicava não só o envolvimento dos dois helicópteros AW119 Koala para missões de reconhecimento, vigilância e coordenação aérea da Força Aérea, como, “pela primeira vez”, os dois helicópteros UH-60 Black Hawk, para o “combate direto às chamas e à projeção de operacionais no terreno”. Um envolvimento no âmbito do DECIR.
Tinha sido ainda “reforçado o dispositivo aéreo, com meios tripulados da Força Aérea a realizarem missões de vigilância, apoiados por sistemas aéreos não tripulados operados pela Marinha e pela Força Aérea”, bem como “o dispositivo de vigilância terrestre, que integra atualmente perto de 50 patrulhas da Marinha e do Exército, espalhados por diversos municípios do país”.

“Para as operações de rescaldo e pós-rescaldo, as Forças Armadas mantêm ainda um pelotão em estado de pré-posicionamento e destacamentos de engenharia, preparados para apoiar as autoridades sempre que solicitado”.
“As Forças Armadas integram, desde abril, o Comando Integrado de Prevenção e Operações. Neste contexto, destacamentos de engenharia desenvolveram trabalhos em dez municípios, recuperando mais de 850 quilómetros de caminhos florestais nas zonas afetadas pelas intempéries que assolaram o país no início do ano, as quais provocaram uma acumulação significativa de material combustível”, destacou ainda o Gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.
Concurso de 29,3 milhões para meios aéreos para combate a incêndios rurais
No último trimestre do ano passado, o Estado Maior da Força Aérea abriu um concurso público, com um preço base de licitação de 29.313.711 euros, para “aquisição e serviços de disponibilização e locação dos meios aéreos que constituem o dispositivo aéreo do DECIR de 2026 a 2028 HEBL e AVBM”. Ou seja, Helicóptero Bombardeiro Ligeiro (com capacidade de carga de água até 1.000 litros) e Avião Bombardeiro Médio (com capacidade de descarga entre 3.000 e 5.000 litros), respetivamente. O concurso estava dividido em três lotes.
Um dos lotes, no valor de 9.722.377,35 euros, foi vencido pela Helibravo, de acordo com a informação publicada em abril no Portal Base. A este lote concorriam ainda a Heliportugal, a Shamrock, a Helicloud e a CCB Serviços Aéreos. Em causa, cinco helicópteros ligeiros (HEBL) para combate a incêndios de 1 de junho a 15 de outubro para os anos de 2006, 2027 e 2028.
“Os serviços objeto do contrato incluem obrigatoriamente, para o lote, para além das aeronaves, as tripulações, combustíveis e outros consumíveis e serviços, e ainda os serviços de operação, de gestão da continuidade da aeronavegabilidade e de manutenção, necessários à execução das missões”, pode ler-se no contrato fechado entre a Força Aérea e a companhia.
Os restantes dois lotes foram ganhos em março pela CCB Serviços Aéreos que ganhou o lote dois, para operar entre 15 de maio a 30 de setembro, para os anos de 2026, 2027, 2028, dois aviões anfíbios médios, pelo valor de 5,4 milhões de euros.
Heliportugal, a Shamrock, a Helicloud e Helibravo apresentaram-se também a concurso. Tendo apresentado igualmente proposta para o lote três. O mesmo refere-se à contratação de quatro aviões anfíbios médios, de 1 de junho a 15 de outubro (2026-2028), pelo valor de 11.739.600,00 euros.
Quanto ao financiamento para a execução destes acordos, “relativamente aos contratos celebrados para o período de 2026 a 2028, os respetivos encargos financeiros constam dos instrumentos contratuais publicados, sendo a execução financeira objeto de divulgação através dos mecanismos e relatórios próprios”, começa por explicar porta-voz da Força Aérea.
“O financiamento destes contratos é assegurado através do Orçamento do Estado, nos termos previstos na cláusula de classificação orçamental constante dos contratos celebrados”, sintetiza.
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Um dos helicópteros de combate a incêndios só voa a 16 de julho
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