Administradora da Carris afastada após seis meses no cargo. Sucessor proposto na quarta-feira
Escolhida em dezembro pelo Executivo de Carlos Moedas para a nova equipa da Carris, Teresa do Passo foi exonerada. Sucessor será proposto nesta quarta-feira, vindo do interior da câmara.
A administradora não executiva da Carris escolhida pelo Executivo de Carlos Moedas em dezembro, Teresa do Passo, foi exonerada depois de fazer chegar ao vice-presidente da Câmara de Lisboa uma carta em que apresenta as dificuldades sentidas no exercício de funções ao longo destes seis meses.
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Segundo a TSF, que avança a notícia nesta terça-feira, a administradora já havia denunciado a Gonçalo Reis, número dois do Executivo da autarquia lisboeta, proprietária da Carris, os entraves à sua participação na gestão da transportadora. Teresa do Passo assegura que o presidente da Carris, Rui Lopo, e o vice-presidente da companhia, Francisco Pinto Machado, têm recusado acesso a informação da empresa.
O Executivo apresentará aos vereadores da autarquia, já nesta quarta-feira, o nome do sucessor para a composição da equipa da transportadora, apurou o ECO/Local Online. A escolha recai sobre uma solução interna.
Teresa do Passo faz parte da equipa que assumiu funções na Carris em janeiro, sob o comando de Rui Lopo, CEO da transportadora municipal. Entre os cinco elementos, a então assessora de Gonçalo Reis (vice-presidente neste segundo mandato de Carlos Moedas) foi a única com cargo não executivo.
No curriculum, a gestora tem, entre outras funções, a presidência da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) de Lisboa Ocidental entre 2004 e 2018, a presidência do conselho de administração da Fundiestamo entre setembro e novembro de 2020 e a assessoria do vice-presidente da autarquia no primeiro mandato de Carlos Moedas.
No final do seu mandato, Filipe Anacoreta Correia emitiu um despacho de louvor a Teresa do Passo, sua colaboradora para a área financeira. Foi ainda vogal da Santa Casa da Misericórdia na presidência da ex-ministra socialista da Saúde Ana Jorge.
De acordo com a TSF, Teresa do Passo assegura, na carta enviada a Gonçalo Reis, ter alertado os colegas de administração para práticas erradas no que concerne a contração de serviços e compras, incluindo nos elevadores e funiculares. A gestora foi ainda excluída de reuniões, assevera.
Contactados pelo ECO/Local Online, Gonçalo Reis, Rui Lopo e Teresa Passos não prestaram declarações até à hora de publicação desta notícia.
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