Revisão da população pode ter efeitos na idade da reforma
O INE não adianta o calendário e para que período serão divulgados os valores revistos, nem se a revisão vai abranger as tábuas de mortalidade já publicadas.
A revisão em alta da população, para 11,4 milhões de pessoas, vai ter impacto numa série de indicadores macroeconómicos, mas também vai obrigar o Instituto Nacional de Estatística (INE) a rever as tábuas de mortalidade, avança o Jornal de Negócios (acesso pago). A partir destes cálculos é determinada a esperança média de vida aos 65 anos (ou seja, o número médio de anos que uma pessoa que atinja a idade de 65 anos pode esperar ainda viver, caso o nível de mortalidade observado nesse momento se mantenha), que, por sua vez, dita a idade da reforma (nos 66 anos e 11 meses em janeiro do próximo ano) e o fator de sustentabilidade (atualmente nos 17,63%), nos termos da legislação que o Governo tem dito que é para manter.
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“A revisão das Tábuas Completas de Mortalidade vai ser assegurada, não sendo ainda possível adiantar em que calendário e para que período”, avançou fonte oficial do INE, ao Jornal de Negócios. “O que está em avaliação é a data de divulgação dos valores revistos da Tábuas de Mortalidade. A revisão vai ser assegurada”, precisou a mesma fonte. O INE não adianta assim o calendário e para que período serão divulgados os valores revistos, nem se a revisão vai abranger as tábuas de mortalidade já publicadas.
Por outro lado, a taxa da criminalidade também deverá ser revista, recorda o Jornal Económico (acesso pago), com a revisão da população. A taxa de criminalidade em Portugal foi de 32 crimes por cada mil habitantes em 2025, segundo o INE, uma subida de 31,2% face a 2024, mas abaixo dos 33,2 de 2023. Mesmo sem a revisão da dimensão da população, a incidência da criminalidade em Portugal nos últimos anos já está em níveis historicamente baixos.
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