Sistema de correção dos exames “não começou bem”, admite ministro da Educação
O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, garante que "todos os problemas" serão corrigidos e afasta consequências políticas caso os prazos não sejam cumpridos.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, admitiu esta terça-feira que o sistema eletrónico para correção dos exames nacionais “não começou bem” e apresentou alguns entraves, mas garante que “todos os problemas estão a ser corrigidos” e que há “milhares de pessoas a trabalhar para alcançar os objetivos“.
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O ministro desvalorizou a interrupção da plataforma que os professores precisam para avaliar os exames dos alunos. “A plataforma vai estar interrompida entre a meia-noite e as duas da manhã, para garantir todas as condições para que o processo tenha o rigor devido”, referiu em entrevista à RTP.
Fernando Alexandre disse que a sua “responsabilidade é que no dia 17 de julho as notas sejam publicadas com rigor” e evitou assumir qualquer consequência política se os prazos não forem cumpridos.
Quando questionado sobre as reclamações que os professores têm vindo a fazer nos últimos dias, Fernando Alexandre afirmou também que “os professores estão a fazer os trabalhos deles”, acrescentando que “estão cansados, o que é natural” e que “faltam [corrigir] cerca de 20%” das respostas.
“Estão a fazer o esforço e trabalho que é essencial. A dedicação que eu esperaria é aquela que está a acontecer, e ampliámos o prazo para garantir que os professores corrijam com o rigor necessário“, reiterou o ministro, indicando que os serviços garantiram que as notas seriam publicadas a 14, mas que a sua opção como governante foi dar mais tempo ao processo por precaução. “Há muito alarmismo, no dia 17 vamos provar se era possível ou não fazer este processo”, disse.
O ministro sublinhou que houve relatos de casos que “não foram reais”, relativamente “a coisas que foram surgindo” nos meios de comunicação, vincando ainda que “não houve secretismo nenhum” sobre a seleção da empresa que “apenas faz a parte final do processo” de correção dos exames nacionais. A plataforma de correção digital é gerida pela Blat – Creative Powerhouse, adiantou o ministro, antes de acrescentar que a empresa presta serviços ao ministério “desde 2018”.
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