Aliados renovam “compromisso inabalável” com o artigo 5.º e ‘libertam’ 70 mil milhões para Ucrânia
Aliados vão prestar 70 mil milhões de euros de apoio à Ucrânia, país que enfrenta o quarto ano de invasão russa. "O Irão jamais deve deter uma arma nuclear", indica a declaração conjunta de Ancara.
Os chefes de Estado da NATO reafirmaram em Ancara o seu “compromisso inabalável” com o artigo 5.º, que prevê que prestem apoio em caso de ataque a uma nação aliada, e também um “apoio inabalável” com a Ucrânia. Os aliados vão prestar um apoio de 70 mil milhões de euros ao país que enfrenta o quarto ano de invasão russa. Na declaração final da cimeira não é feita referência à Albânia, país que deverá acolher a próxima cimeira. Mas há ao Irão.
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“Nós, chefes de Estado e de Governo da Organização do Tratado do Atlântico Norte, juntámo-nos em Ancara para reafirmar o nosso compromisso inabalável com a nossa defesa coletiva ao abrigo do Artigo 5.º do Tratado de Washington”, lê-se na declaração final da cimeira de Ancara.
“A nossa unidade, solidariedade e força coletiva continuam a ser o alicerce da paz, da segurança e da prosperidade para os mil milhões de cidadãos da nossa aliança de nações livres e democráticas. Mantemos o nosso compromisso com a abordagem de 360 graus em matéria de dissuasão e Defesa”, refere o mesmo documento.
“Para fazer frente à ameaça de longo prazo que a Rússia representa para a segurança e a estabilidade euro-atlânticas, bem como à ameaça persistente do terrorismo, os aliados estão a cumprir com o compromisso de defesa de Haia”, apontam. Ou seja, de até 2035, os países investirem até 5% do PIB em defesa.
Desde a cimeira de Haia, no ano passado, os aliados europeus e o Canadá investiram mais de 139 mil milhões de dólares. “Os nossos investimentos estão a entregar as capacidades que necessitamos, ao mesmo tempo em que fortalecem a nossa base industrial e nossa resiliência. Hoje, em Ancara, anunciamos mais de 50 mil milhões em novas aquisições e comprometemo-nos a ampliar a capacidade de produção conjunta e a trabalhar com a indústria para acelerar a inovação”, pode ler-se.
“Continuaremos a trabalhar para eliminar barreiras ao comércio de defesa entre os Aliados e aproveitar as parcerias da NATO para maximizar a profundidade e a cooperação da indústria de defesa.”
Os aliados afirmam ainda que estão a construir uma “aliança modernizada” e uma “Europa mais forte numa NATO mais forte”. “Os aliados europeus e o Canadá, em trabalho conjunto com os Estados Unidos, estão a assumir mais responsabilidades pela defesa da aliança”, referem, com a dissuasão e defesa da aliança a assentar “numa combinação adequada de capacidades nucleares, convencionais e defesa antimíssil, complementadas por capacidades espaciais e cibernéticas”.
“Estamos empenhados em manter a superioridade em combate”, asseguram.
“Apoio inabalável” à Ucrânia
A Ucrânia “contribui para a segurança transatlântica” e os aliados “permanecem unidos no seu apoio inabalável à Ucrânia na defesa de sua liberdade, soberania e integridade territorial”, dizem ainda na declaração conjunta.
“Os aliados europeus e o Canadá financiam, atualmente, a vasta maioria da assistência de segurança à Ucrânia por meio de mecanismos bilaterais e multilaterais. Os aliados ressaltam que esse apoio deve ser equitativo, previsível e sustentável a longo prazo”, referem.
“Para 2026, os aliados comprometem-se a destinar 70 mil milhões de euros em equipamentos militares, assistência e treino para a Ucrânia e reafirmam seus compromissos soberanos de manter níveis pelo menos equivalentes em 2027. Nesse sentido, saudamos a decisão da União Europeia de fornecer financiamento plurianual à Ucrânia por meio do Empréstimo de Apoio à Ucrânia”, referem.
A declaração conjunta termina sem uma referência à Albânia, país que deverá acolher a próxima cimeira, num momento em que notícias dão conta que a sua realização poderá não acontecer, uma forma de evitar nova plataforma de ataque a Trump aos Aliados, num país que tem sido lento na concretização dos compromissos de investimento da Aliança.
Mas há ao Irão. “Os Aliados reiteram que o Irão jamais deve deter uma arma nuclear e pedem ao Irão que respeite plenamente a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”, pode ler-se.
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