EDP suspende denúncia do Acordo Coletivo de Trabalho até 31 de outubro

  • Lusa
  • 8 Julho 2026

Após a sessão de conciliação com a empresa, o sindicato disse que a "EDP aceitou suspender o processo e retomar, com os sindicatos, a discussão sobre a revisão das carreiras e outras matérias".

A EDP decidiu suspender o processo de denúncia do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) até 31 de outubro, indicou esta quarta-feira o Sindicato Nacional da Indústria e da Energia (Sindel), afeto à UGT, em comunicado.

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“O Sindel informa que, na sequência da reunião realizada no Conselho Económico e Social, no âmbito do processo relativo ao ACT EDP, a empresa aceitou suspender o processo de denúncia até 31 de outubro”, adianta, lembrando que na terça-feira o sindicato foi ouvido no âmbito deste processo pelo Conselho Económico e Social (CES).

E acrescenta: “Após essa audição, realizou-se uma sessão de conciliação com a empresa, no âmbito da qual a EDP aceitou suspender o processo e retomar, com os sindicatos, a discussão sobre a revisão das carreiras e outras matérias”. Para o Sindel, a decisão da suspensão “permite que a negociação prossiga fora do quadro de pressão criado pela ameaça de caducidade do ACT”.

Lembrando que está prevista uma nova reunião no CES para o final do mês de outubro, o sindicato reafirma ainda “que irá defender o modelo de carreiras que já tinha apresentado e que se encontrava praticamente concluído, mantendo total disponibilidade para negociar todas as matérias relevantes para os trabalhadores do Grupo EDP”.

O Sindel considera este desenvolvimento um passo relevante na defesa da contratação coletiva e dos direitos dos trabalhadores do Grupo EDP, reafirmando que a negociação deve fazer-se com seriedade, responsabilidade e sem ameaças sobre o ACT”, assinala. O sindicato indica ainda que caso o impasse se mantenha após a próxima reunião, caberá ao CES “pronunciar-se sobre a fundamentação apresentada pela EDP, podendo o processo de caducidade ser retomado ou terminado”.

Em novembro de 2025, a Fiequimetal, afeta à CGTP, requereu ao CES “a apreciação da fundamentação dos motivos económicos e estruturais” apresentados pela EDP para a denúncia do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Contactada pela Lusa, a EDP já tinha informado que pretende atualizar o ACT “em vigor há mais de uma década”, com o objetivo de “implementar medidas mais justas, atuais e alinhadas com as melhores práticas de mercado”, garantindo o “alinhamento global com o plano de negócios do grupo”.

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