NATO alarga força antiminas no Mar Negro para proteção de infraestruturas submarinas
Roménia, Bulgária e Turquia alargaram a missão da força antiminas no Mar Negro à proteção de infraestruturas críticas, como energia, telecomunicações e gasodutos submarinos.
A Roménia, a Bulgária e a Turquia decidiram alargar a missão da força naval conjunta de desminagem no Mar Negro à proteção de infraestruturas críticas, incluindo ativos energéticos, telecomunicações e gasodutos submarinos, numa altura em que a guerra na Ucrânia continua a aumentar os riscos para as rotas comerciais, os projetos energéticos e a segurança da região. A decisão foi tomada esta quarta-feira durante a cimeira da NATO, em Ancara, na Turquia.
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“Proteger infraestruturas críticas no Mar Negro exige uma abordagem complexa, integrada e de longo prazo. O Grupo de Trabalho de Contramedidas de Minas no Mar Negro (MCM Black Sea TG) demonstra a interoperabilidade dos parceiros regionais e contribui ativamente para o fortalecimento da segurança na bacia do Mar Negro”, afirmou o Ministério da Defesa da Roménia, em comunicado.
A tutela acrescenta que as missões realizadas pelas Forças Navais romenas em conjunto com parceiros regionais garantem uma presença naval permanente na área de responsabilidade, incluindo toda a Zona Económica Exclusiva da Roménia, funcionando como mecanismo de dissuasão e de resposta rápida.
O reforço da missão surge numa altura em que os três países têm projetos de exploração e produção de gás no Mar Negro. No caso da Roménia, o projeto offshore Neptun Deep deverá arrancar em 2027, o que poderá tornar o país no maior produtor de gás da União Europeia.
Criada em 2024, a força conjunta tinha como objetivo neutralizar minas flutuantes no Mar Negro após a invasão russa da Ucrânia, em 2022. Segundo Bucareste, a operação já neutralizou mais de 150 minas em rotas marítimas estratégicas da região, com a Turquia a assumir a maior parte dessas missões.
A Roménia, que partilha uma fronteira terrestre de 650 quilómetros com a Ucrânia, já sofreu 28 incursões de drones no seu espaço aéreo desde o início da guerra, além da presença de minas flutuantes em corredores comerciais e energéticos.
Em maio, um drone russo atingiu um edifício residencial no sudeste da Roménia, ferindo duas pessoas — o primeiro caso conhecido de feridos numa zona densamente povoada de um país da NATO desde o início da guerra na Ucrânia.
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