Petrolíferas afirmam que não há “anormalidade” nas margens, mas não põem “mãos no fogo” por todos
As petrolíferas afirmam explicam a evolução dos preços com as diferenças entre cotações do crude e dos refinados. "Enquanto o crude desceu, os refinados não desceram, até subiram", diz Epcol.
A Epcol, associação que representa as petrolíferas, afirma que não vê nenhuma “anormalidade” na evolução das margens do setor dos combustíveis, em termos médios, embora não possa “pôr as mãos no fogo” por todos os operadores que vendem combustíveis em Portugal.
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Sobre se as margens dos operadores de combustível estão maiores, o secretário-geral da Epcol, António Comprido, afirma que não detetou “qualquer anormalidade no que diz respeito à evolução das margens”, nem crescimento, pelo que “não há ninguém que esteja a aproveitar-se da situação para fazer isso”. Contudo, ressalva: “se ponho as mãos no fogo por todas as pessoas que vendem combustíveis em Portugal… não posso pôr. Estou sempre a falar no comportamento do mercado em termos médios“.
As variações que existem, diz, estão relacionadas com as cotações e as variações dos impostos. O secretário-geral da Epcol explica que “não se pode relacionar o crude com o preço da bomba“, já que os preços dos combustíveis variam consoante as cotações dos produtos refinados — cotações do gasóleo e gasolina — e não da matéria-prima, isto é, não consoante as cotações do petróleo em si.
António Comprido afirma que os preços na bomba não estão a acompanhar a descida do crude porque as cotações dos produtos refinados não estão alinhadas, desde o início da guerra, com as cotações do crude. “Cada produto tem um mercado diferente” e “enquanto o crude desceu, os refinados não desceram, até subiram”, diz.
A evolução dos preços dos refinados está relacionada, de acordo com o mesmo responsável, com a destruição de refinarias atingidas na Arábia Saudita, no Médio Oriente, que podem levar meses a serem reconstruídas. Também na Rússia houve refinarias atingidas por bombardeamentos da Ucrânia, o que ditou que este país, que era exportador líquido de gasóleo e gasolina, passasse a importador. “O crude existe mas as refinarias estão paradas, não o podem processar”.
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