Reformados recebem pensão e subsídio de férias este mês
Os cerca de três milhões de beneficiários da Segurança Social recebem já esta quarta-feira, enquanto os aposentados da Caixa Geral de Aposentações terão de esperar até 17 de julho. Bónus em aberto.
Milhões de pensionistas vão receber este mês um reforço extraordinário do rendimento com o pagamento, em simultâneo, da pensão de julho e do subsídio de férias. Apesar de o montante equivalente a duas pensões chegar a todos os reformados, o calendário difere consoante o sistema em que estão inscritos: os pensionistas da Segurança Social recebem já esta quarta-feira, 8 de julho, enquanto os aposentados da Caixa Geral de Aposentações (CGA) só terão o dinheiro disponível a 17 de julho.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
Os primeiros a receber serão os cerca de três milhões de pensionistas da Segurança Social. Esta quarta-feira são processadas as pensões de velhice, invalidez e sobrevivência, bem como o respetivo subsídio de férias.
Já os cerca de meio milhão de aposentados e reformados da CGA terão de esperar mais de uma semana. De acordo com o calendário oficial, a transferência da pensão de julho e do correspondente subsídio de férias, equivalente ao 14.º mês, será efetuada apenas a 17 de julho.
Julho é, a par de dezembro, um dos dois únicos meses do ano em que os pensionistas recebem um valor equivalente a duas pensões, devido ao pagamento dos subsídios.
Os valores pagos em julho já refletem a atualização anual das pensões aplicada no início de 2026. As pensões até 1.074,26 euros tiveram direito a uma atualização de 2,8% em janeiro. Já as pensões entre 1.074,26 euros e 3.222,78 euros subiram 2,27%. E as pensões acima de 3.222,78 euros aumentaram 2,02%. Enquanto as reformas de montante superior a 6.445,56 euros não foram objeto de atualização, à semelhança do que aconteceu em anos anteriores.
Também os valores mínimos das pensões foram revistos. Um pensionista com uma carreira contributiva entre 15 e 20 anos recebe atualmente uma pensão mínima de 357,80 euros, pelo que este mês verá entrar na conta 715,60 euros, já com o subsídio de férias incluído. Já quem descontou durante 31 ou mais anos recebe uma pensão mínima de 493,52 euros, elevando o pagamento de julho para, pelo menos, 987,04 euros.
E se o pagamento não for feito na data prevista? Antes de assumir que houve um atraso no pagamento, os pensionistas devem confirmar se o IBAN registado na Segurança Social está correto, uma vez que erros nos dados bancários continuam a ser uma das principais causas para que a pensão não seja creditada na data prevista. Se, depois dessa verificação, o montante continuar por receber, a recomendação é consultar a Segurança Social Direta ou contactar os serviços competentes.
Haverá novo bónus este ano? Governo ainda não se compromete
Além da pensão e do subsídio de férias, muitos pensionistas aguardam para saber se o Governo voltará a atribuir um suplemento extraordinário, à semelhança do que aconteceu nos dois últimos anos. Em 2024 e em 2025, o Executivo pagou um bónus entre 100 e 200 euros, consoante o valor da pensão, optando por um apoio pontual em vez de um aumento permanente das reformas.
Para 2026, essa possibilidade continua em aberto. O Orçamento do Estado para 2026 prevê que o Governo possa atribuir um novo suplemento extraordinário caso a evolução da execução orçamental o permita, mas o primeiro-ministro, Luís Montenegro, tem evitado assumir esse compromisso. Questionado, no final de abril, no Parlamento, respondeu que “é cedo” para tomar uma decisão, sublinhando que o Executivo pretende primeiro garantir que “o país está no trilho certo”, com maior robustez económica, antes de avaliar a atribuição de um novo apoio aos pensionistas.
Na mesma linha, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, já tinha reconhecido, em março, durante uma audição no Parlamento, que será “muito mais difícil” repetir este ano o pagamento do bónus. O governante tem justificado essa prudência com a maior pressão sobre as contas públicas, resultante do aumento do recurso a empréstimos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), bem como do impacto financeiro das tempestades que atingiram o país no início do ano e do contexto internacional.
A margem orçamental do Governo tornou-se, entretanto, mais reduzida. Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), Portugal registou um défice orçamental de 0,7% do PIB no primeiro trimestre de 2026, correspondente a 510 milhões de euros, o primeiro saldo negativo num arranque de ano desde 2022. A deterioração das contas públicas resultou de um crescimento da despesa (7,9%) superior ao da receita (6%), o que reduz a folga financeira do Executivo para avançar com novas medidas extraordinárias, como um terceiro bónus para os pensionistas. Ainda assim, para o conjunto do ano, o Governo mantém a previsão de um saldo orçamental equilibrado.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Reformados recebem pensão e subsídio de férias este mês
{{ noCommentsLabel }}