Trump promete licença para Ucrânia produzir mísseis Patriot
Trump anunciou em Ancara que os EUA vão dar à Ucrânia uma licença para fabricar mísseis Patriot, abrindo a porta à produção local de um dos sistemas-chave para a defesa aérea de Kiev.
Donald Trump anunciou esta quarta-feira que os Estados Unidos vão conceder à Ucrânia licença para produzir mísseis Patriot no seu território, numa decisão que poderá reforçar a capacidade de Kiev para travar ataques aéreos russos e reduzir a dependência do fornecimento externo de mísseis intercetores.
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“Vamos dar-vos uma licença para fabricarem Patriots. Desta forma, não se podem queixar de que não vos estamos a dar o suficiente”, afirmou o líder norte-americano ao seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante uma conferência de imprensa à margem da cimeira da NATO em Ancara, citado pela Reuters.
Trump vincou que vai fornecer esta arma “defensiva” numa altura em que a Ucrânia tem insistido na necessidade de reforçar a sua defesa aérea. No arranque do encontro de líderes mundiais na Turquia, Zelensky pressionou os Estados-membros da aliança militar a investir mais em sistemas de defesa aérea e salientou que as capacidades do seu país no setor dos drones poderiam valiosas para a Aliança.
A escassez deste tipo de sistemas balísticos e de baterias disponíveis tem sido um dos principais problemas apontados por Zelensky, sobretudo, após a intensificação dos ataques aéreos de Moscovo a Kiev e a outras cidades ucranianas.
Em Ancara, Trump admitiu que pretende falar com o presidente russo, Vladimir Putin, esta quarta-feira, esperando que um encontro entre o presidente russo e Zelensky possa acontecer “em breve”. Apesar disso, voltou a classificar tanto o líder russo como o presidente ucraniano como interlocutores “difíceis”, mesmo quando ambos querem terminar a guerra.
A NATO também voltou a demonstrar o seu apoio à Ucrânia “na defesa da sua liberdade, soberania e integridade territorial”, sublinhando que os europeus e o Canadá são quem financia a “grande maioria da assistência de segurança” de Kiev.
“Para 2026, os Aliados comprometem-se a disponibilizar 70 mil milhões de euros em equipamento militar, assistência e formação para a Ucrânia e reafirmam o seu compromisso soberano de manter, pelo menos, níveis equivalentes em 2027″, pode ler-se numa declaração conjunta da aliança militar, durante a cimeira em Ancara.
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