Ucrânia recebe 88 milhões da Coreia do Sul e fecha mais contratos de drones
Kiev vai receber cerca de 88 milhões de euros da Coreia do Sul para reconstrução e assinou acordos na área dos drones com Dinamarca, Estónia e Países Baixos à margem da cimeira da NATO, em Ancara.
Depois de o Canadá anunciar novo pacote de ajuda militar à Ucrânia no valor de 570 milhões de euros, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou esta quarta-feira que Kiev vai receber da Coreia do Sul um pacote de 100 milhões de dólares (aproximadamente 88 milhões de euros), em conflito com a Rússia há mais de quatro anos. O país fechou ainda mais contratos de drones com Dinamarca, a Estónia e os Países Baixos.
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Zelensky, que reuniu pela primeira vez com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, à margem da cimeira da NATO em Ancara, enfatizou a importância da solidariedade internacional durante o encontro entre os dois líderes.
“Agradeço a decisão recente de atribuir 100 milhões de dólares para um pacote de apoio abrangente ao nosso país. Instruí a minha equipa para analisar tudo o que discutimos hoje”, referiu o líder ucraniano na rede social X.
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Na terça-feira, o primeiro-ministro canadiano anunciou uma nova ajuda militar à Ucrânia no valor de 570 milhões de euros durante uma reunião com o presidente ucraniano, à margem da cimeira NATO que termina esta quarta-feira.
O gabinete de Mark Carney anunciou em comunicado que a ajuda inclui 475 milhões de dólares canadianos (cerca de 292 milhões de euros ao câmbio atual) para a compra de munições, quase 400 milhões (cerca de 246 milhões de euros) para o fabrico de 35 veículos blindados produzidos no Canadá e outros 50 milhões (cerca de 30 milhões de euros) para o fornecimento de tecnologia essencial e equipamento de engenharia.
Em Ancara, Volodymyr Zelensky também anunciou, através da rede social X, novos acordos de cooperação na área dos drones com a Dinamarca, a Estónia e os Países Baixos, colocando ao serviço destes países a experiência acumulada ao longo de mais de quatro anos de guerra com a Rússia. Com estes acordos, eleva-se para nove os entendimentos fechados pelo país com este teor.
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No caso da Dinamarca, o acordo “abre mais oportunidades para produção conjunta de defesa, troca de experiência e transparência nas exportações de armas”, referiu Zelensky, acrescentando que Copenhaga foi o primeiro parceiro a avançar com produção conjunta em território ucraniano. Segundo o chefe de Estado ucraniano, isso justifica que a Dinamarca passe agora a ter acesso a armamento ucraniano “testado em guerra”.
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Em relação à Estónia, o presidente da Ucrânia indicou que o acordo permitirá aprofundar a cooperação na produção de sistemas não tripulados e reforçar a troca de conhecimento operacional entre Kiev e Talin. Zelensky salientou ainda que a parceria, firmada durante uma reunião na cimeira da NATO em Ancara, deverá ajudar a acelerar o desenvolvimento de soluções testadas em contexto de guerra e a sua integração nas capacidades de defesa dos dois países.
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Já com os Países Baixos, o chefe de Estado ucraniano disse que o acordo assinado com o primeiro-ministro neerlandês, Dick Schoof, estabelece uma cooperação “plena” na área dos drones, abrindo espaço para reforçar a produção conjunta e o desenvolvimento tecnológico entre os dois países. Segundo Volodymyr Zelensky, o entendimento pretende criar “uma abordagem sistemática” à troca de experiência e à exportação de armamento, ao mesmo tempo que aprofunda a colaboração num momento em que a Ucrânia procura transformar a sua experiência de guerra em parcerias industriais duradouras com aliados europeus.
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