Turismo abrandou em 2025. Portugal visitado por 29,9 milhões de turistas

Os turistas estrangeiros geraram 67,1% das dormidas em Portugal em 2025, o terceiro valor mais elevado desde 2013, apesar de a dependência dos mercados externos ter diminuído ligeiramente face a 2024.

O turismo em Portugal continuou a crescer em 2025, mas a um ritmo mais moderado. O país recebeu 29,9 milhões de turistas não residentes, mais 3,3% do que no ano anterior, desacelerando face ao crescimento de 9,3% registado em 2024. Nos estabelecimentos turísticos contabilizaram-se 34,8 milhões de hóspedes e 89,7 milhões de dormidas, com a procura interna a crescer mais do que a externa.

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Segundo as “Estatísticas do Turismo 2025”, divulgadas esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o mercado espanhol manteve-se como o principal emissor de turistas internacionais para Portugal, representando 23,8% do total, apesar de uma diminuição de 0,6% face a 2024. O Reino Unido conservou a segunda posição, com uma quota de 11,9% e um crescimento de 1,9%, sendo o único dos três principais mercados emissores a aumentar. França manteve o terceiro lugar, com 10,9% do total, mas registou uma quebra de 2,9%.

Além dos agrupamentos “Outros da Europa” (+13,5%) e “Outros do Mundo” (+12%), destacou-se ainda o mercado norte-americano, com um crescimento de 6,9%.

Nos estabelecimentos turísticos, Portugal recebeu 34,8 milhões de hóspedes, que deram origem a 89,7 milhões de dormidas, traduzindo aumentos de 2,2% e 1,6%, respetivamente. As dormidas de residentes cresceram 3,5%, para 29,5 milhões, enquanto as dos mercados externos avançaram apenas 0,6%, para 60,2 milhões. Os turistas estrangeiros representaram 67,1% do total das dormidas.

Entre os mercados externos, o Reino Unido manteve-se como principal emissor de dormidas, com uma quota de 17,3%, apesar de um recuo de 1,7%. Seguiu-se a Alemanha, com 11,8% do total e um crescimento de 1,3%. Espanha conservou a terceira posição (9,4%), embora tenha registado uma quebra de 5,1%, enquanto os Estados Unidos reforçaram a sua presença, alcançando uma quota de 9,1% após um crescimento de 5,3%. Também a Polónia se destacou, com um aumento de 11,4%, ao passo que a França registou uma descida de 6,6%.

Apesar de os mercados externos continuarem a representar mais de dois terços das dormidas (67,1%), a dependência do turismo internacional diminuiu ligeiramente face a 2024, recuando 0,6 pontos percentuais. Além disso, os três principais mercados emissores concentraram 38,5% das dormidas de não residentes, o valor mais baixo desde 2013, refletindo uma maior diversificação da procura turística.

O INE destaca ainda que a taxa de sazonalidade diminuiu para 36,4%, o valor mais baixo desde 2013, tanto entre residentes como entre não residentes, sinalizando uma distribuição mais equilibrada da atividade turística ao longo do ano.

Em termos territoriais, 70 municípios registaram mais dormidas de não residentes do que de residentes. Entre os 25 municípios onde os turistas estrangeiros representaram mais de 75% das dormidas, 10 situavam-se na Região Autónoma da Madeira, sete no Algarve, cinco nos Açores, dois no Norte e um na Grande Lisboa.

Residentes viajaram mais, mas gastaram menos por viagem

Também os residentes viajaram mais em 2025. As deslocações turísticas ascenderam a 26 milhões, mais 13,7% do que no ano anterior, impulsionadas tanto pelas viagens em território nacional (+14%), que atingiram 22,2 milhões, como pelas deslocações ao estrangeiro (+12,5%), que totalizaram 3,9 milhões.

Apesar do aumento das viagens, a despesa média por turista diminuiu 4,2%, fixando-se em 265,1 euros por viagem. Nas deslocações em Portugal, os residentes gastaram, em média, 171,6 euros (-2,9%), enquanto nas viagens ao estrangeiro a despesa média recuou 4,8%, para 803,2 euros.

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