Murtra acelera a transformação da Telefónica para líder global até 2035
A empresa procura ser mais ágil, eficiente e inovadora, simplificando a sua estrutura e fortalecendo a sua disciplina financeira para competir na era digital.
No último ano e meio, desde que Marc Murtra se tornou presidente em meados de janeiro de 2025, a Telefónica consolidou um roteiro estratégico destinado a impulsionar o crescimento através da transformação do grupo, tendo o plano ‘Transformar & Crescer’ como eixo principal.
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Nesta nova fase, o Presidente Marc Murtra promoveu um novo propósito: fazer da Telefónica a principal porta de entrada para as tecnologias digitais para cidadãos, empresas e administrações públicas nos mercados onde opera. Esta abordagem visa posicionar a empresa como um interveniente central na vida digital dos seus clientes.
A estratégia de crescimento é particularmente apoiada na Europa e no Brasil, onde a Telefónica mantém posições de liderança e dinamismo comercial. Enquanto Espanha e Brasil concentram as taxas de crescimento mais elevadas, a empresa está a trabalhar na transformação da Alemanha e no reforço do seu potencial no Reino Unido.
Ao mesmo tempo, o grupo demonstrou a sua capacidade de executar com uma política intensa de desinvestimento na América Latina, como parte do seu objetivo de deixar a região. Desde o início de 2025, completou a sua saída de seis países, Argentina, Peru, Equador, Uruguai, Chile e Colômbia, e anunciou o acordo para vender o seu negócio no México, que ainda está pendente de encerramento.
A transformação foi também acompanhada por decisões que o próprio Murtra descreveu como “difíceis”, como um Plano de Despedimento e a redução do dividendo, num ano destinado a reforçar a eficiência, agilidade e solidez do Grupo e do negócio. Ao mesmo tempo, a Telefónica intensificou a sua disciplina financeira, reduzindo a sua dívida para €25.342 milhões no primeiro trimestre de 2026, o seu nível mais baixo desde 2021.
Olhando para o futuro, o operador mantém a ambição de estar entre as melhores operadoras da Europa até 2030 e globalmente até 2035, apoiado pelo cumprimento de metas financeiras, pela renovação da sua equipa de gestão e do Conselho, e por um compromisso crescente com a liderança tecnológica e a soberania digital na Europa.
“Na Telefónica assumimos o desafio indiscutível de sermos a melhor forma de acesso para cidadãos, empresas e instituições às tecnologias digitais”, explicou o próprio Murtra aos acionistas na Assembleia Geral realizada em março deste ano. E acrescentou para mostrar a renovada ambição da empresa: “Queremos ser uma das melhores operadoras telemóveis da Europa até 2030 e ser uma das melhores operadoras do mundo até 2035”
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