Lucro do Novobanco cai 15,6% no primeiro semestre com impostos e custos da venda
Banco agora detido pelo BPCE ganhou 367 milhões na primeira metade do ano, com a descida a dever-se a mais impostos e a uma subida dos custos, nomeadamente relacionados com a venda do banco.
O Novobanco fechou o primeiro semestre do ano com um lucro de 367,2 milhões de euros, uma descida de 15,6% face ao registado no mesmo período do ano anterior. Uma fatura maior com impostos (+38%) e uma subida dos custos operativos (12%) ajudam a explicar o recuo, juntamente com custos associados à transição de venda do banco.
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Nos custos operacionais, o efeito está ligado em parte a itens não recorrentes da venda ao Groupe BPCE. Isso é visível nos custos operacionais, que subiram quase 31 milhões, mais 11,8% face ao período homólogo. O banco revela que, excluindo os custos não recorrentes associados à transacção de venda, o crescimento dos custos seria ainda assim de 7,1%, claramente acima da evolução do Produto Bancário Comercial (+0,5%) e do Produto Bancário (-5%).
O impacto fiscal também cresceu, passando de 62 para 85 milhões de euros. O efeito combinado de mais impostos e mais custos operativos (54,1 milhões de euros negativos face ao ano anterior) representam cerca de 80% na diferença do resultado líquido de um ano para o outro (67,6 milhões de euros a menos). Há ainda um menor resultado na rubrica de outros resultados de exploração: na primeira metade de 2025 este item foi responsável por um resultado de 57,5 milhões, que rendeu apenas 14,6 milhões na primeira metade do ano.
No comunicado de divulgação de resultados, o CEO Mark Bourke deixa a sua leitura dos números e do período: “Os resultados refletem a forte dinâmica comercial e capacidade de execução do novobanco, com os empréstimos a clientes a crescer cerca de 6% desde o início do ano, assentes num modelo de negócio resiliente, numa sólida posição de capital e num compromisso permanente com o apoio às famílias e empresas portuguesas”.
Ao combinar a forte presença e proximidade do novobanco aos seus clientes com a escala, experiência e solidez financeira de um dos maiores grupos bancários europeus, o Banco reúne condições únicas para acelerar o seu crescimento e criar valor sustentável para clientes, colaboradores, acionista e para a economia portuguesa
E acrescenta que “este semestre assinala também o início de um novo capítulo na história do Banco, com a sua integração no Groupe BPCE. Ao combinar a forte presença e proximidade do novobanco aos seus clientes com a escala, experiência e solidez financeira de um dos maiores grupos bancários europeus, o Banco reúne condições únicas para acelerar o seu crescimento e criar valor sustentável para clientes, colaboradores, acionista e para a economia portuguesa”.
O rácio de eficiência cost-to-income passou para 39% mas, sem o impacto de “custos de caráter extraordinário com o processo de venda” teria ficado estável nos 35%. A margem financeira do banco ficou estável, subindo 0,8% para 563,3 milhões de euros. O crédito bruto cresceu mais de 7%, como banco a reclamar a subida da “sua quota de mercado global para 9,4%”.
Um contributo positivo para o bottom line foi a descida de 25,3 milhões no valor de provisões e imparidades, que obrigaram a menos esforço tanto na rubrica de crédito de clientes como a de “outros ativos e contingências”.
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