📊 Comissões compensam margem, lucro cai, crédito acelera: 5 gráficos que explicam os resultados dos bancos na primeira metade do ano
O lucro recuou. A margem cedeu ligeiramente, mas as comissões mais do que compensaram. Crédito e depósitos subiram. Os custos também. Assim foi o primeiro semestre da banca nacional.
A margem caiu ligeiramente por conta da baixa das taxas de juro, mas subida das comissões mais do que compensou. Já os custos aumentaram 5%, embora rácios de eficiência se mantenham abaixo dos 40%. O crédito da casa continua a acelerar à boleia da garantia pública antes do aperto do Banco de Portugal. Os depósitos voltaram a subir apesar da concorrência. Assim foi o primeiro semestre dos maiores bancos nacionais, com lucros acima de 2,5 mil milhões de euros, menos 3,4% em termos homólogos.
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💸 ‘Estrangeiros’ com descida dos lucros
Os cinco maiores bancos registaram uma ligeira descida dos lucros na primeira metade do ano. Os dois portugueses conseguiram resistir, com os resultados de Caixa Geral de Depósitos e BCP a subirem 2,2% e 12,6%, respetivamente. No caso do BCP, o disparo deveu-se à inversão da operação na Polónia, que começa a libertar-se do fardo dos créditos hipotecários em francos suíços.
Já os estrangeiros – bancos totalmente controlados por acionistas de fora de Portugal – Santander, BPI e Novobanco viram os lucros descerem de forma bastante acentuada. O Santander, por exemplo, foi afetado por dois efeitos não recorrentes, incluindo uma provisão para saídas por pré-reforma e fusões de agências. O Novobanco foi penalizado por custos relacionados com a venda ao Groupe BPCE.
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💳 Margem cede, mas comissões compensam
A baixa das taxas de juro levou a uma ligeira redução da margem financeira para 4,4 mil milhões de euros – que continua a ser a principal fonte de receitas dos bancos.
O BCP contrariou a tendência, favorecido pelo negócio na Polónia.
A descida da margem financeira foi mais do que compensada pelo aumento das comissões, que renderam 1,35 mil milhões na primeira metade do ano. Os bancos descartam que a subida das receitas com comissões se deva a um aumento dos preços dos serviços, mas está antes relacionado com o incremento das transações por parte dos clientes.
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⚠️ Sinal de alerta: custos sobem 5%
Os custos operacionais aceleraram 5% para 2,1 mil milhões de euros até junho. Há pressões salariais que ajudam a explicar esta evolução, mas não só. Também há efeitos não recorrentes como a provisão de 19 milhões no Santander para o programa de pré-reformas e fusões de balcões ou o custo de mais de 10 milhões que o Novobanco suportou com a operação de venda ao Groupe BPCE.
Apesar de tudo, os bancos mantêm bons níveis de eficiência, com o rácio cost-to-income abaixo do valor de referência de 40% — o BPI foi a exceção.
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🏡 Crédito da casa acelera antes de travão do Banco de Portugal
À boleia da linha de garantia pública, o crédito da casa manteve-se em forte expansão: a carteira dos bancos ‘engordou’ mais 10% para 108,4 mil milhões de euros.
Há outros fatores que explicam esta subida: por exemplo, com a descida dos juros os portugueses estão com menos pressa (e menos incentivos) em reembolsar o crédito da casa.
Este cenário deverá mudar na segunda metade do ano com o aperto do Banco de Portugal às regras de concessão de crédito e que entrou em vigor no dia 1 de agosto. Os banqueiros admitem que vai travar ligeiramente o negócio.
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🏦 Famílias têm mais de 245 milhões depositados
Os juros dos depósitos continuam muito baixos – sobretudo se compararmos com os certificados e com a oferta que novos players estão a trazer para o mercado português. Ainda assim, o banco mantém o estatuto ‘sagrado’ de ser o cofre das famílias portuguesas.
No final de junho, estavam depositados mais de 245,3 mil milhões de euros nos bancos, mais 5% em relação há um ano.
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