Destroços de foguetão da SpaceX deverão colidir com Lua. NASA vai estudar cratera
Um pedaço de um foguetão SpaceX devia embater na Lua esta quarta-feira de manhã. A NASA vai estudar imagens da superfície para perceber o impacto.
Um fragmento de um foguetão da SpaceX, que permanecia à deriva no espaço desde janeiro de 2025, terá embatido na superfície da Lua durante a madrugada desta quarta-feira, num impacto acidental que deverá ser confirmado nas próximas horas por observações realizadas a partir da Terra. A NASA prevê que o impacto tenha aberto uma cratera de 18 metros de largura e quatro de profundidade, expelindo poeira e rochas. E vai estudar os efeitos do impacto acidental.
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A estrutura, com cerca de quatro toneladas e dimensões comparáveis às de um autocarro, fazia parte da segunda fase do lançamento que colocou em trajetória lunar o módulo Blue Ghost, da Firefly Aerospace.
Após cumprir a missão, o estágio superior do foguetão Falcon 9 não regressou à atmosfera terrestre, permanecendo em órbita cislunar — região do espaço que fica entre a Terra e a Lua — até ser desviado para uma trajetória de colisão com a Lua devido à ação combinada da gravidade e da atividade solar.

“O que aconteceu foi essencialmente uma combinação de atividade solar e forças gravitacionais que a colocaram em uma trajetória em direção à Lua”, afirmou na segunda-feira Julianna Scheiman, diretora de ciência da NASA e dos programas Dragon da SpaceX, citada pela Reuters.
O impacto estava previsto para ocorrer junto à cratera Einstein, na extremidade ocidental visível da Lua, a uma velocidade de aproximadamente 8.690 quilómetros por hora. Nenhuma sonda em órbita lunar se encontrava numa posição favorável para observar o momento da colisão, pelo que a confirmação dependerá da análise de imagens obtidas por telescópios terrestres.
“Isto pode ter algum interesse científico — provavelmente menor — e podemos aprender algumas coisas com isso. Não representa perigo para ninguém, embora destaque um certo descuido na forma como o lixo espacial [hardware espacial abandonado] é descartado”, disse Bill Gray, criador de um programa de astronomia muito usado que publicou um relatório sobre o impacto do estágio em abril, citado pelo The Guardian.
A NASA prevê que o impacto tenha aberto uma cratera de 18 metros de largura e quatro de profundidade, expelindo poeira e rochas. A agência planeia agora captar imagens do local antes e depois do evento para estudar detalhadamente os efeitos de colisões artificiais na Lua.
“O impacto não representa perigo para a Terra e os cientistas da NASA planeiam recolher dados lunares do evento e refinar técnicas para rastrear objetos no espaço”, referiu o porta-voz da agência espacial norte-americana na terça-feira, citado pelo jornal britânico.
Até ao momento, o impacto ainda não foi oficialmente confirmado, estando a validação dependente da análise de imagens captadas por telescópios terrestres.
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