Floene alerta que “limitação excessiva” do investimento pode pesar nos custos da luz e gás
A propósito do fecho da consulta pública sobre os investimentos a serem feitos na rede de gás nos próximos anos, a maior distribuidora do país alerta para riscos de limites "excessivos".
A Floene, a maior distribuidora de gás do país, alerta que uma “limitação excessiva do investimento” que as distribuidoras de gás estarão autorizadas a fazer nos próximos anos pode ter efeitos adversos, como por exemplo aumentar os custos suportados pelos consumidores de gás e eletricidade.
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Os planos quinquenais de desenvolvimento e investimento das redes de distribuição de gás para o período de 2027 a 2031 (PDIRD-G 2026), estiveram em consulta pública, entre 24 de junho e 4 de agosto. As propostas de PDIRD-G 2026, apresentadas pelos operadores, propõem um investimento total de 394 milhões de euros, de 2027 a 2031, numa média de 79 milhões de euros por ano. Deste investimento, 360,5 milhões de euros estão ainda por aprovar.
Num comunicado que marca o final da consulta pública, a Floene alerta para “os efeitos adversos de uma eventual limitação excessiva do investimento” do plano. A distribuidora defende que essa decisão pode conduzir ao aumento dos custos suportados pelos consumidores de gás e pelos consumidores de eletricidade, “devido às necessidades acrescidas de eletrificação dos consumos atualmente assegurados pela rede de gás”.
Nesse sentido, a Floene apela a uma análise centrada “na procura das soluções mais eficientes para a descarbonização, valorizando o contributo de uma infraestrutura de gás preparada para integrar gases renováveis e complementar o sistema elétrico”.
De acordo com a mesma empresa, o investimento que propõe “corresponde ao nível mínimo necessário para manter a rede a funcionar de forma eficiente“, assim como para garantir os recursos “indispensáveis” à sua operação e, finalmente, para cumprir as obrigações legais associadas ao serviço prestado aos consumidores.
Em paralelo, a Floene considera não existir evidência que suporte uma redução significativa da procura de gás. “As redes de distribuição de gás têm um papel essencial na concretização dos objetivos nacionais de descarbonização”, contribuindo simultaneamente para a segurança do abastecimento, a flexibilidade do sistema energético e a sua resiliência face a situações de instabilidade climática ou geopolítica, remata a empresa.
Com base nos resultados da consulta pública, e no prazo de 30 dias após a conclusão do referido relatório, a ERSE emitirá um parecer, não vinculativo, o qual poderá incluir eventuais alterações às propostas apresentadas pelos operadores das redes de distribuição. A aprovação das propostas de PDIRD-G 2026 compete depois ao membro do Governo responsável pela área da energia.
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