IGCP contrata “seguro” para prevenir escalada da fatura com Certificados de Aforro
O IGCP, no relatório anual, revela que “a partir do segundo trimestre de 2025, foi implementada uma estratégia de contratação de swaps, em função das condições de mercado em cada momento".
Os instrumentos de poupança para o retalho voltaram a ganhar peso na dívida pública portuguesa em 2025, com as famílias a reforçarem a procura por Certificados de Aforro. Para acautelar a subida dos encargos com os juros destes produtos, que são indexados à Euribor a três meses, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) avançou com uma estratégia de contratação de derivados, avança esta quarta-feira o Jornal de Negócios.
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Segundo revela o IGCP, no seu relatório anual, “a partir do segundo trimestre de 2025, foi implementada uma estratégia de contratação de swaps, em função das condições de mercado em cada momento, sobre o basis ESTR/Euribor 3M a 15 anos”. Estes contratos implicam que o IGCP recebe, trimestralmente, a Euribor a três meses e paga a taxa ESTR (capitalizada diariamente ao longo do período) acrescida de um spread.
“Estes derivados têm como objetivo cobrir o risco de aumento do diferencial de taxas de juro entre as responsabilidades da República indexadas à taxa Euribor 3M, nomeadamente com a emissão de certificados de aforro – série F, e a remuneração obtida nas aplicações de tesouraria do Estado, indexada à taxa ESTR”, lê-se no documento. A carteira de derivados do Estado era constituída, no final do ano passado, por 15 basis swaps a 15 anos que ascendem a 2.125 milhões de euros, mas cujo valor de mercado é de 6,9 milhões.
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