Serviços de segurança propuseram reforço da videovigilância no Parlamento, mas partidos recusaram

  • ECO
  • 5 Agosto 2026

Grupo de trabalho integrando elementos da PSP e da GNR tem defendido mais medidas de segurança no Parlamento, mas partidos falam em perda de privacidade e da liberdade de movimentos.

Um grupo de trabalho integrando elementos da PSP e da GNR, as duas forças responsáveis por zelar pela segurança da Assembleia da República (AR), propôs, há alguns meses, o reforço da videovigilância interior nos dois edifícios. Mas os partidos discordaram. Segundo uma notícia do Público, nem mesmo a proposta para a instalação de câmaras de vídeo apenas junto aos elevadores de cada andar do edifício novo (do lado direito do Palácio de São Bento, junto ao Jardim da Praça da Constituição) foi aceite, confirmou o jornal junto de deputados de diversos partidos.

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Os partidos justificam a recusa com a questão da privacidade e liberdade de movimentos sem que os deputados se sintam observados, para poderem falar livremente com outros parlamentares, com jornalistas ou até com quem os visita no Parlamento. Argumentos que têm sido usados para evitar a instalação de videovigilância nos corredores do andar nobre do edifício principal, em torno do plenário e dos gabinetes atribuídos aos grupos parlamentares, incluindo na sala dos Passos Perdidos, onde os deputados costumam fazer declarações à comunicação social.

Esta notícia surge depois de o presidente do Chega ter denunciado, na semana passada, uma alegada invasão do seu gabinete na Assembleia da República, com imagens de documentos espalhados pela sala. André Ventura afirma que desapareceram documentos relacionados com a polémica em torno do ministro da Administração Interna, Luís Neves.

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