Serviços e indústria ajudam a recuperar economia da Zona Euro

Alemanha registou o primeiro aumento na produção do setor privado desde março. Espanha teve o melhor desempenho em mais de ano e meio. França ainda em queda.

A atividade empresarial da Zona Euro atingiu, em julho, o nível mais elevado dos últimos oito meses, à boleia da retoma do setor dos serviços e da indústria. No entanto, a incerteza no conflito no Médio Oriente continua a ensombrar as perspetivas económicas, revelou o PMI Composto da Zona Euro elaborado pela S&P Global.

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O índice, elaborado com base em inquéritos aos setores dos serviços e indústria, subiu para 52 em julho, face ao valor neutro registado em junho, ficando ligeiramente acima da estimativa preliminar de 51,9. Foi a primeira vez que o índice se situa em terreno positivo desde março. Só valores acima de 50 indicam crescimento da atividade.

“O PMI final de julho reforça o quadro de uma resiliência encorajadora da economia da zona euro, no meio do conflito em curso no Médio Oriente, mas também sublinha como o clima empresarial está a ser influenciado pelo panorama geopolítico em constante mudança”, diz Chris Williamson, economista-chefe da S&P Global Market Intelligence, citado pela Reuters.

As novas encomendas – um indicador-chave da procura – registaram o ritmo de crescimento mais rápido desde novembro, impulsionadas por uma recuperação nos novos negócios do setor dos serviços, combinada com uma ligeira aceleração no crescimento das encomendas à indústria. As encomendas para exportação mantiveram-se fracas, embora o ritmo de declínio tenha sido o mais moderado em pouco mais de um ano.

O PMI de Serviços subiu para 51,7 em julho, o valor mais elevado dos últimos cinco meses, face aos 49,4 registados anteriormente, situando-se ligeiramente acima da estimativa preliminar de 51,6 e sinalizando a primeira expansão do setor desde março.

A recuperação registada em julho foi generalizada em toda a zona euro. A Alemanha, a maior economia da área da moeda única, registou o primeiro aumento na produção do setor privado desde março. Espanha teve o melhor desempenho em mais de ano e meio. Mas em França a atividade continua em contração, embora a um ritmo mais lento.

O emprego estabilizou em julho, pondo fim a uma série de seis meses de perdas de postos de trabalho. A confiança das empresas subiu para o nível mais elevado dos últimos cinco meses, embora tenha permanecido abaixo dos níveis observados antes do ataque conjunto dos EUA e de Israel ao Irão, no final de fevereiro.

A subida dos custos dos fatores de produção abrandou para o nível mais baixo dos últimos cinco meses, proporcionando algum alívio aos consumidores e aos decisores políticos.

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