Um em cada três governantes declarou ter empresas
Dezoito membros do Governo declararam à Entidade para a Transparência deter participações em empresas. Entre os ministros, a percentagem é superior à dos secretários de Estado.
Ao todo, 18 dos 60 membros do Governo de Luís Montenegro declararam à Entidade para a Transparência (EpT) deter participações em empresas, incluindo o próprio primeiro-ministro, o equivalente a 30% do Executivo, avança o Expresso. Entre os ministros, a proporção é mais elevada: excluindo o primeiro-ministro, sete dos 16 ministros (44%) declararam ligações, diretas ou indiretas, a empresas, enquanto entre os secretários de Estado essa percentagem desce para 23%, com dez em 43 a assumirem interesses empresariais.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
Alguns governantes já alienaram ou suspenderam as suas participações desde que assumiram funções, como Luís Montenegro, cuja participação indireta na Spinumviva desapareceu após a transferência da quota para os filhos. Outros casos, como os de Nuno Melo e Luís Neves, dizem respeito a empresas detidas pelas respetivas mulheres.
Entre os governantes com mais participações empresariais destaca-se a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, que declarou interesses em 12 empresas, seguida do secretário de Estado Rui Armindo Freitas, com cinco, e de Adriano Rafael Moreira e Manuel Castro Almeida, com três cada.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Um em cada três governantes declarou ter empresas
{{ noCommentsLabel }}