Dados da inflação e negociações com o Irão continuarão a marcar rumo dos mercados

  • Lusa
  • 9 Agosto 2026

Os dados da inflação dos principais países europeus e dos Estados Unidos, bem como as negociações com o Irão, continuarão a marcar o rumo dos mercados, que iniciaram agosto em máximos históricos.

Os dados da inflação dos principais países europeus e dos Estados Unidos, bem como as negociações entre Washington e o Irão, continuarão a marcar o rumo dos mercados, que iniciaram agosto em máximos históricos. A evolução ocorre impulsionada pelos resultados empresariais e pelas maiores expectativas de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão que permita a reabertura do estreito de Ormuz.

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Neste contexto, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, passou dos 90 dólares por barril, valor em que encerrou 31 de julho, para cerca de 80 dólares, nível a que é atualmente negociado.

A atenção dos mercados estará, por isso, centrada esta semana nos dados da inflação. Na quarta-feira serão conhecidos os índices de preços no consumidor (IPC) da Alemanha, Itália e Estados Unidos. Um dia depois será a vez de Espanha e, na sexta-feira, de França.

Antes disso, a semana começará com poucos indicadores relevantes, destacando-se na segunda-feira apenas a publicação do relatório mensal do Bundesbank alemão e do índice Sentix de confiança dos investidores da zona euro.

Na terça-feira, os mercados não contarão com a referência da Bolsa do Japão, encerrada devido à celebração do Dia da Montanha, enquanto na quarta-feira serão conhecidos, nos Estados Unidos, os dados semanais do emprego da ADP e o índice Redbook de vendas a retalho.

Na quinta-feira, o Reino Unido divulgará os dados do crescimento económico, da balança comercial e da produção industrial.

Na zona euro serão igualmente conhecidos os dados da produção industrial e das vendas a retalho.

A semana terminará com a publicação, pelo Eurostat, da estimativa rápida do Produto Interno Bruto (PIB) europeu do segundo trimestre, bem como das expectativas de inflação nos Estados Unidos e do índice de confiança dos consumidores da Universidade de Michigan.

Em declarações à EFE, o analista Manuel Pinto destacou que os dados da inflação serão o indicador mais relevante da semana, sobretudo os dos Estados Unidos, que serão conhecidos na quarta-feira.

Em junho, a inflação abrandou nos Estados Unidos mais do que o esperado, num contexto de descida do preço do petróleo, enquanto o mercado antecipava o fim do conflito entre os Estados Unidos e o Irão. Pinto recorda, contudo, que nas últimas semanas o preço do petróleo voltou a subir, o que poderá colocar os bancos centrais “entre a espada e a parede”.

Por outro lado, o analista indicou que, durante a semana, não haverá dados relevantes a nível microeconómico, uma vez que a época de apresentação de resultados empresariais está praticamente a terminar.

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