Salários acima dos 3 mil euros quadruplicam. Maioria está na Grande Lisboa e no Porto

Salários mais altos são mais frequentes hoje do que há dez anos, mas faixa dos 900 aos 1.200 euros continua a ser a predominante no mercado português. Números mostram também disparidades de género.

O número de trabalhadores cujo salário líquido supera os três mil euros mensais quadruplicou entre 2016 e 2026, de acordo com uma análise divulgada pela Randstad. Segundo a consultora de recursos humanos, a maioria desses empregados é, porém, do género masculino, e mais de seis em cada dez desses trabalhadores estão na Grande Lisboa e no Norte.

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“Assistimos a uma evolução clara nos rendimentos mais elevados, o que traduz a valorização de funções altamente qualificadas“, sublinha Isabel Roseiro, diretora de marketing da Randstad Portugal, numa nota enviada às redações.

Em concreto, em 2016, havia 28,7 mil trabalhadores a receber acima de três mil euros líquidos mensais. Já ao longo do segundo trimestre de 2026, 125 mil trabalhadores portugueses receberam mais dos três mil euros líquidos por mês, o que significa que esse universo quadruplicou numa década, conforme noticiou esta manhã o Jornal de Notícias.

É de destacar também que ainda no segundo trimestre de 2024, contavam-se 71 mil trabalhadores nessa situação, o que significa que apenas em dois anos o número de empregados nessa situação quase duplicou. E face ao segundo trimestre de 2025, o salto foi de 27%.

Apesar do crescimento dos salários mais elevados, que abrange agora 2,7% da população empregada por conta de outrem, a estrutura salarial continua predominantemente concentrada nos escalões intermédios-baixos“, alerta a Randstad.

Assim, a faixa compreendida entre os 900 euros e os 1.200 euros líquidos mantém-se como a mais representativa, “ao englobar 34,1% do total de assalariados, o equivalente a 1,56 milhões de pessoas”.

Os números mostram disparidades geográficas e de género, a par de desafios específicos na retenção de talento jovem e na reconfiguração de setores chave como as tecnologias.

Isabel Roseiro

Diretora de marketing da Randstad Portugal

Além disso, Isabel Roseiro realça que os números mostram “disparidades geográficas e de género, a par de desafios específicos na retenção de talento jovem e na reconfiguração de setores chave como as tecnologias”.

Entre os trabalhadores que recebem hoje mais de três mil euros líquidos mensais, 69,2% são homens (só 30,8% são mulheres). E 65,9% estão na Grande Lisboa (49 mil pessoas) e no Norte (33,2 mil pessoas).

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