Empresas esperam melhoria ligeira da atividade no segundo semestre
Prudência continua a ser a palavra de ordem e fatores como burocracia e guerras continuam a condicionar. Ainda assim, empresas apontam para uma ligeira melhoria da atividade na segunda metade do ano.
Depois de uma primeira metade do ano marcada pelas tempestades e pela guerra no Irão, as empresas portugueses estão um pouco mais confiantes para o resto do ano e esperam que o segundo semestre traga uma melhoria da sua atividade. Mas prudência continua a ser a palavra de ordem entre os empresários.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
Os resultados do inquérito da AEP – Associação Empresarial de Portugal mostram que mais de metade das empresas (53,9%) perspetiva um aumento do volume de negócios no mercado nacional, sendo que 2,6% esperam mesmo um aumento significativo.
Quanto ao mercado internacional, as perspetivas também são mais otimistas, mas de forma mais moderada: praticamente uma em cada três espera aumentar a faturação, face a 257% que registaram um crescimento nos primeiros seis meses do ano.
Resultados do inquérito da AEP mostram que mais de metade das empresas (53,9%) perspetiva um aumento do volume de negócios no mercado nacional, sendo que 2,6% esperam mesmo um aumento significativo.
Para Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP, que realizou o estudo junto de 400 empresários e gestores, “estes resultados devem ser lidos com prudência“, mas “mostram que temos um tecido empresarial mais resiliente e capaz de acomodar, em parte, impactos extremamente adversos, de origem interna e externa”.
“Esta maior capacidade de resistência não significa, contudo, que as empresas estejam a operar num contexto menos exigente. A instabilidade geopolítica, os custos energéticos e das matérias-primas e a crescente fragmentação do comércio internacional continuam a condicionar decisões e a exigir capacidade de adaptação. É importante que a ligeira melhoria das expectativas se confirme, mas também que sejam criadas condições para que as empresas possam transformar essa expectativa em crescimento efetivo”, acrescenta o presidente da AEP.
Questionadas sobre quais são os principais constrangimentos, as empresas apontaram a burocracia e os custos dos bens energéticos como fatores que mais afetam a sua atividade, numa lista inclui ainda as tensões geopolíticas, os custos das matérias-primas e os preços dos transportes entre outros condicionantes relevantes.
Eliminação de burocracias, a melhoria do sistema de justiça e a simplificação das leis surgem assim no topo das prioridades para os empresários quando questionados sobre as medidas que podiam contribuir para resolver os constrangimentos do seu dia-a-dia.
“A resiliência demonstrada pelas empresas é um sinal positivo, mas a sua capacidade para investir, crescer e competir continuará dependente da criação de condições mais favoráveis”, salienta a AEP.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Empresas esperam melhoria ligeira da atividade no segundo semestre
{{ noCommentsLabel }}