Produção de eletricidade com origem em fontes renováveis cai para 75% até julho

  • Lusa
  • 11 Agosto 2026

Foram registadas 694 horas não consecutivas em que a produção renovável foi suficiente para assegurar a totalidade do consumo de eletricidade em Portugal, o equivalente a cerca de 29 dias.

A produção eletricidade em Portugal teve origem, entre janeiro e julho, em fontes renováveis em 75%, uma queda homóloga de três pontos percentuais, segundo um boletim divulgado pela APREN — Associação Portuguesa de Energias Renováveis.

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Analisando o acumulado dos primeiros sete meses do ano (janeiro a julho de 2026), a incorporação renovável na produção elétrica alcançou os 75%“, um desempenho que “coloca Portugal no quarto lugar entre os países europeus analisados com maior percentagem de renováveis na geração. Ficou apenas atrás da Noruega (97,3%), da Dinamarca (94,3%) e da Áustria (78,9%).

De acordo com os mesmos dados, “foram registadas 694 horas não consecutivas em que a produção renovável foi suficiente para assegurar a totalidade do consumo de eletricidade em Portugal Continental, o equivalente a cerca de 29 dias completos”, disse a APREN.

No mês de julho, 70,5% da eletricidade produzida em Portugal Continental teve origem em fontes renováveis, subindo 22 pontos percentuais, num valor que valor corresponde a 2.554 GWh [gigawatts hora] de um total de 3.611 GWh produzidos ao longo do mês, disse a APREN.

No mês de julho, 70,5% da eletricidade produzida em Portugal Continental teve origem em fontes renováveis, subindo 22 pontos percentuais.

Segundo a associação, o mês de julho “ficou marcado por um feito notável para o setor energético nacional”, visto que “a energia solar fotovoltaica liderou a produção de eletricidade, representando 25,8% do total do ‘mix’ de geração e destacando-se face às restantes fontes”. Por sua vez, a tecnologia hídrica “ocupou a segunda posição, com 21%, seguida de perto pela energia eólica, com 17,7%”.

A associação revelou que no mercado elétrico, o preço médio do MIBEL em Portugal se fixou em 57,3 euros/megawatt hora no acumulado dos primeiros sete meses, “posicionando o país entre os mercados com eletricidade mais competitiva na Europa”.

De acordo com a APREN, “este contexto regista uma descida média de 10,0% face ao preço homólogo de 2025”.

Os dados da associação apontam ainda que entre janeiro e julho, “a produção renovável permitiu a Portugal evitar a importação de 667 milhões de euros em gás natural e de 374 milhões de euros em eletricidade”, poupando ainda 423 milhões de euros em licenças de emissão de CO2.

A APREN indicou ainda que no final de junho de 2026, “as fontes renováveis representavam já 79,5% do total da capacidade instalada em Portugal”, realçando que desde 2016, a capacidade renovável aumentou em 9.143 megawatts, um crescimento de 68,2%.

O boletim deu ainda conta da situação nas regiões autónomas, indicando que, na Madeira, “a eletricidade de origem renovável representou 46,1% da geração elétrica acumulada nos primeiros seis meses do ano”. Nos Açores, a incorporação renovável situou-se nos 31,5% do total gerado durante o mesmo período, referiu.

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