Sismo na Colômbia. Jerónimo ainda a avaliar estragos e disponível para “participar no esforço coletivo”
Retalhista portuguesa tem 1700 lojas Ara no país, das quais cerca de 200 foram encerradas devido ao sismo. Mota-Engil adianta que não tem projetos em curso na região afetada pelo sismo.
O sismo na Colômbia afetou a atividade da Jerónimo Martins no país. A retalhista portuguesa, que foi forçada a encerrar cerca de 200 lojas devido essencialmente devido à falta de energia, está a fazer “o apuramento dos estragos e das necessidades“, adiantando que está “disponível para ajudar e participar no esforço coletivo que o país terá de fazer” na sequência do desastre. Já a Mota-Engil garante que não tem atualmente operações na região afetada.
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“O Grupo Jerónimo Martins lamenta profundamente a brutalidade da tragédia que se abateu sobre a Colômbia e manifesta a sua total solidariedade para com todos os colombianos num momento tão difícil”, disse fonte oficial da empresa ao ECO. “O apuramento dos estragos e das necessidades está em curso e nós estamos, como sempre estivemos, disponíveis para ajudar e participar no esforço coletivo que o país terá de fazer para apoiar e prestar assistência humanitária”, acrescentou a mesma fonte.
A Colômbia foi abalada, esta segunda-feira, por um sismo de magnitude 7,4, com epicentro na localidade de San José del Palmar, no departamento de Chocó, situado na costa do Pacífico.
Na sequência do abalo, o grupo de distribuição português, que reivindica ser o maior investidor português na Colômbia, onde conta atualmente com mais de 1700 lojas na Colômbia, decidiu encerrar cerca de 200 lojas devido ao sismo.
O Grupo anunciou em 2011 que a Colômbia seria o seu novo destino de investimento e em março de 2013 a Ara abriu as primeiras lojas e o primeiro centro de distribuição, em Pereira, na região do Eixo Cafeeiro. Desde então, tem reforçado a expansão no país. De acordo com o comunicado de resultados do primeiro semestre, a Ara deverá inaugurar cerca de 200 lojas em 2026, contando com o apoio logístico do novo centro de distribuição em Medellín, inaugurado em janeiro.
Já a Mota-Engil, que se instalou na Colômbia em 2011, explica ao ECO que “não tem operações em curso na região de Pereira, epicentro do sismo“.
A construtura é responsável, por exemplo, por executar um contrato de 450 milhões de euros para construir uma linha de metro com 13 quilómetros e 17 estações na cidade de Medellín – vai fornecer também as locomotivas para o “Metro de la 80”. Já a Teixeira Duarte está no país desde 2013 através de uma sucursal da sua participada “E.P.O.S. – Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas, S.A.
O mais recente balanço do sismo já dá conta de pelo menos 132 mortes e mais de 570 feridos, segundo dados da Associação Colombiana de Capitais (Asocapitales). O maior número de vítimas mortais, 60, foi registado em Pereira, capital do departamento de Risaralda, que faz fronteira com San José del Palmar (Chocó), epicentro do sismo, ocorrido às 07:34 (13:34 em Lisboa).
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