Lesados reclamam 256 mil euros por poluição no rio Lis

  • Lusa e ECO Seguros
  • 13 Agosto 2026

A empresa Águas do Centro Litoral (AdCL) anunciou que 12 lesados reclamam 256 mil euros devido às descargas de efluente não tratado no rio Lis, em agosto de 2025. A seguradora é a Fidelidade.

A empresa Águas do Centro Litoral (AdCL) anunciou que foram registadas 12 participações de lesados que reclamam 256 mil euros devido às descargas de efluente não tratado no rio Lis, em agosto de 2025, após uma avaria.

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Numa resposta à agência Lusa, a empresa referiu que “foram registadas 12 participações de potenciais lesados, comunicadas à AdCL após levantamento efetuado” através de um formulário disponibilizado pelo Município da Marinha Grande.

“As participações abrangem pessoas singulares e entidades ligadas a diferentes atividades económicas, com maior incidência nas áreas da agricultura, pesca, restauração e comércio”, adiantou, explicando que o valor global reclamado ronda 256 mil euros, com montantes apresentados entre 400 e os 160 mil euros.

Em 12 de agosto de 2025, uma avaria na estação elevatória de Monte Real, concelho de Leiria, gerida pela AdCL obrigou à descarga de milhares de metros cúbicos de efluentes não tratados para o rio Lis, que desagua na Praia da Vieira, concelho da Marinha Grande, e em valas de rega.

A Agência Portuguesa do Ambiente estimou que foram lançados ao rio entre 20 mil e 25 mil m3 de esgoto bruto.

Na ocasião, os banhos na Praia da Vieira foram interditados três dias e o Município de Leiria desaconselhou atividades no troço do rio Lis a jusante de Monte Real, como captações para rega, banhos e pesca.

Então, a Câmara da Marinha Grande anunciou a criação de um serviço para os lesados das descargas, com apoio na instrução do pedido de indemnização junto da AdCL.

À Lusa, a AdCL esclareceu que na sequência do acidente “acionou, de imediato, os respetivos seguros e transferiu para a sua seguradora” a gestão e análise das eventuais reclamações, não tendo sido, até ao momento, “paga qualquer indemnização”.

O processo encontra-se ainda em fase de avaliação pela seguradora e pelo perito designado.

“Aguarda-se decisão final da seguradora quanto ao enquadramento do sinistro no âmbito das apólices em causa e, consequentemente, quanto às reclamações apresentadas”, explicou a empresa, sem conseguir, para já, “avançar com uma previsão para a conclusão do processo por parte da seguradora”.

Segundo ECOseguros apurou em consulta ao Portal Base, a Fidelidade é a seguradora para danos ambientais do Grupo Águas de Portugal após, através da corretora MDS, ter vencido concurso público para um contrato que incluía responsabilidade civil ambiental estando este em vigor desde 1 de agosto de 2025 e até 31 de julho de 2026.

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