Próximo eclipse só em 2027, mas missão da ESA usa tecnologia da Tekever para recriar o fenómeno

A ESA recriou um eclipse solar através dos satélites da missão Proba-3. A operação contou com o apoio da portuguesa Tekever ao assegurar a comunicação e coordenação dos dois satélites.

O próximo eclipse solar total acontecerá apenas em agosto de 2027, em Espanha, mas a missão Proba-3 da Agência Espacial Europeia (ESA) consegue criar eclipses solares artificiais durante até seis horas. E a Tekever integra esta operação através da sua tecnologia GAMALINK, desenvolvida pela empresa portuguesa para assegurar a comunicação e coordenação entre os dois satélites da missão: o Coronagraph e o Occulter.

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Numa publicação divulgada nas redes sociais, a unicórnio nacional detalha que o seu sistema Inter-Satellite Link (ISL) permitiu manter sincronizadas as duas plataformas da missão, que voam separadas por cerca de 150 metros com um elevado nível de precisão.

Enquanto o satélite Occulter bloqueia a luz solar, o Coronagraph observa a coroa do Sol — a camada exterior da atmosfera da estrela, normalmente visível apenas durante eclipses totais naturais, transformando um dos fenómenos mais raros da natureza numa capacidade científica repetível.

Em condições naturais, os eclipses solares totais oferecem apenas alguns minutos para este tipo de observação. O alinhamento dos dois satélites permite aos cientistas estudar o Sol durante até seis horas consecutivas.

Depois do eclipse solar total no passado 12 de agosto, o próximo previsto com visibilidade na Europa é a 2 de agosto de 2027 em Espanha. No ano seguinte, a 26 de janeiro está previsto um eclipse solar anular em Portugal e Espanha, com outras zonas da Europa a registar eclipses solares parciais, refere a ESA.

Em meados de fevereiro, a ESA tinha perdido o contacto com o Coronagraph, um dos satélites da missão Proba-3. Contudo, o contacto foi retomado em março com o contributo da Tekever, assim como da empresa portuguesa Neuraspace, que contribuiu através da recolha de dados com os seus telescópios terrestres.

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