Ormuz: Teerão diz ter acordado com Omã rota segura de navegação

  • Lusa
  • 15 Agosto 2026

Entendimento entre Teerão e Mascate é um acordo independente entre os dois países, destinado a garantir a passagem segura dos navios pelo Estreito de Ormuz, diz porta-voz iraniano.

O Irão anunciou um acordo com Omã para criação de uma rota de navegação segura através do Estreito de Ormuz, mas acrescentou haver ainda algumas questões pendentes para finalizar o acordo e emitir uma declaração conjunta.

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“As conversações registaram avanços positivos nas últimas três semanas e foi alcançado um acordo sobre o mapa da rota de navegação”, declarou, neste sábado, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Baghaei, em entrevista à agência de notícias iraniana especializada em assuntos de defesa Defa Press.

Baghai não forneceu pormenores sobre a rota acordada, indicando que prosseguem os contactos entre os dois países para encerrar questões pendentes, incluindo a declaração conjunta que as partes deverão emitir, e assegurou que será feito um anúncio assim que o processo estiver concluído.

O porta-voz iraniano sublinhou também que o entendimento entre Teerão e Mascate é um acordo independente entre os dois países, destinado a garantir a passagem segura dos navios pelo Estreito de Ormuz, e acrescentou que as negociações progrediram apesar das “obstruções” dos Estados Unidos.

Reiterou, contudo, que a plena normalização da circulação comercial pelo estreito dependerá, entre outros fatores, do fim das “ações ilegais, ingerências, ameaças e bloqueio marítimo” norte-americanos, bem como da reparação das violações dos compromissos estabelecidos no memorando de entendimento alcançado entre Teerão e Washington em junho.

O acordo sobre a rota faz parte das negociações que o Irão e Omã, enquanto Estados costeiros do estreito estratégico, iniciaram há três meses para estabelecer uma passagem segura para o trânsito pela via navegável, por onde circulava 20% do petróleo mundial antes do início da guerra entre o Irão e os Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.

O Irão anunciou, em meados de julho, um novo encerramento do Estreito de Ormuz, após a retomada dos bombardeamentos norte-americanos ao sul do país, a que a República Islâmica respondeu atacando alvos dos Estados Unidos em países do Médio Oriente, enquanto Washington repôs o bloqueio naval na nação persa.

Teerão exigiu que Washington ponha fim à guerra, suspenda o bloqueio aos seus portos e navios e permita a venda do seu petróleo nos mercados internacionais em troca da reabertura do Estreito de Ormuz.

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