BCE dá luz verde a João Moreira Rato para chairman da Pharol
Economista precisava de autorização do banco central dado que também ocupa as funções de administrador não executivo da Caixa. Substitui Palha da Silva na antiga PT SGPS.
João Moreira Rato já obteve luz verde do Banco Central Europeu (BCE) para ocupar o lugar de presidente do conselho de administração da Pharol, sabe o ECO.
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O economista tinha sido proposto pelo acionista americano Davidson Kempner para liderar a antiga PT SGPS, na sequência da saída de Palha da Silva, e já houve uma assembleia no final do mês passado que confirmou o seu nome. Só faltava mesmo autorização do BCE.
O que acontece é que João Moreira Rato, ex-presidente do IGCP, ocupa as funções de administrador não executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) desde há um ano e por isso a sua nomeação para a Pharol estava dependente de uma decisão do regulador bancário. A Pharol não quis fazer qualquer comentário, mas o ECO sabe que a autorização foi concedida na semana passada.
A nova administração da Pharol vai contar ainda com Bernardo Amado, que transita da anterior equipa, e com Rafaela Andrade, enquanto João Ferreira Marques foi nomeado como administrador-suplente.
Palha da Silva esteve à frente da Pharol durante cerca de uma década, após a venda da operadora Meo à Altice, ficando responsável pela gestão de ativos tóxicos como a participação na Oi (de que já se desfez) e ainda um crédito problemático de 897 milhões de euros relativo ao investimento ruinoso em papel comercial da Rio Forte e do qual só espera receber 52 milhões (apenas 6%).
Esse crédito tóxico é o principal ativo da Pharol, que tem o fundo Davidson Kempner como principal acionista com cerca de 20%.
À procura de novo rumo
Com uma capitalização em bolsa de quase 80 milhões de euros, a Pharol está a tentar deixar para trás o fardo da PT SGPS e procura abrir um novo capítulo na sua história.
Sob comando de Palha da Silva, a empresa chegou a anunciar que iria diversificar as suas atividades para projetos “em estádios mais embrionários no ciclo de desenvolvimento dos negócios, com planos de expansão consistentes e claramente delineados, ou em empresas em dificuldades (stressed assets) mas com sólidos fundamentais” e com “alguma inclinação por áreas de telecomunicações ou tecnológicas”, mas até agora esses planos ainda estão por concretizar. Caberá à nova equipa definir o rumo.
No primeiro semestre registou prejuízos 970 mil euros, após lucros de mais de 2 milhões no mesmo período de 2025, com a empresa a justificar esse desempenho com a ausência de reembolsos fiscais significativos e o pagamento de prémios.
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