EUA investem 19,8 mil milhões para aumentar produção de mísseis Tomahawk
Os Estados Unidos atribuíram à norte-americana Raytheon um contrato de 22,9 mil milhões de dólares para aumentar significativamente a produção anual de mísseis de cruzeiro Tomahawk.
Os Estados Unidos atribuíram à norte-americana Raytheon um contrato de 22,9 mil milhões de dólares (cerca de 19,8 mil milhões de euros) para sete anos, destinado a aumentar significativamente a produção de mísseis de cruzeiro Tomahawk, numa altura em que Washington procura repor stocks de armamento de precisão.
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O contrato vai permitir aumentar a produção anual para mais de 1.000 Tomahawk, face às cerca de 60 unidades produzidas atualmente pela empresa. O Tomahawk é um míssil de cruzeiro lançado a partir de navios e submarinos, utilizado pela Marinha dos EUA para ataques de precisão de longo alcance contra alvos terrestres.
“Pedimos à indústria para aumentar rapidamente a produção de munições, e a RTX está a fazê-lo”, afirmou Hung Cao, secretário interino da Marinha dos EUA, citado pela Reuters. O responsável considera que o contrato garante às Forças Armadas norte-americanas o “poder de fogo letal” necessário.
O acordo agora formalizado desenvolve um contrato-quadro assinado em fevereiro entre a Raytheon e as Forças Armadas norte-americanas. Faz parte de uma estratégia mais ampla da administração de Donald Trump para celebrar contratos plurianuais com os principais fabricantes de armamento do país, permitindo-lhes justificar investimentos de grande dimensão em capacidade industrial e equipamento.
No início de agosto, Washington assinou também contratos destinados a acelerar o fabrico de componentes dos mísseis intercetores Patriot e THAAD.
A aposta norte-americana traduz uma preocupação crescente com a capacidade de manter reservas suficientes de armamento num contexto de maior consumo operacional e de reforço do apoio militar a aliados.
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