Empresas de capital estrangeiro valem 46% das exportações e Espanha lidera acionistas

  • Lusa
  • 20 Agosto 2026

Portugal tem 17 mil empresas de capital estrangeiro, que representam quase um terço do total do volume de negócios do tecido empresarial nacional.

As empresas de capital estrangeiro em Portugal representam 22% do emprego e 46% das exportações, com Espanha a predominar entre os acionistas e os EUA os que melhor pagam aos trabalhadores, segundo um estudo da Informa D&B.

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Ao todo, Portugal tem 17 mil empresas de capital estrangeiro, das quais 9.721 foram criadas na última década, diz a Informa D&B, empresa que compila dados das sociedades comerciais, detida pela rede de informação D&B Worldwide Network.

Segundo o estudo sobre capital estrangeiro no mercado português, este universo de entidades, apesar de corresponder a 3% do tecido empresarial, tem “um peso muito superior na economia nacional, fruto da sua maior dimensão e perfil exportador”.

As empresas “representam quase um terço [31%] do total do volume de negócios do tecido empresarial português, 22% do emprego, 46% das exportações e 15% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) gerado pelas empresas”, refere a Informa D&B em comunicado.

As 17 mil empresas empregam 808 mil trabalhadores, têm um volume de negócios de 173 mil milhões de euros e são responsáveis por 52 mil milhões de euros em exportações, sendo o VAB associado de 44 mil milhões de euros, segundo o estudo.

Espanha é o país de origem dos acionistas com maior número de empresas em Portugal (3.684), com um peso de 21%.

Espanha e França são os países que mais concentram emprego e faturação entre as empresas de capital estrangeiro, valendo 8,1% do emprego e 11,2% do volume de negócios.

A Informa D&B estima que 28% das empresas de capital estrangeiro são exportadoras, o que compara com 8% entre as empresas de capital nacional.

“As empresas de capital estrangeiro mostram também um perfil mais tecnológico e produtivo e registam salários médios mais elevados, diferenças que decorrem em parte da sua maior dimensão e capacidade de gerar riqueza“, refere-se no comunicado.

Segundo o indicador de produtividade da Informa D&B, “40% das empresas de capital estrangeiro têm um nível de produtividade elevado ou médio-alto, um nível que é atingido por 31% das empresas de capital nacional”.

Em relação aos salários, a análise refere que “as empresas de capital estrangeiro registam, em média, 33 mil euros de gastos com o pessoal por empregado, mais 10 mil euros do que as empresas de capital nacional”.

Neste campo, as empresas de capital norte-americano “destacam-se com uma média de 50 mil euros de gastos com pessoal por empregado”.

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