Escalada da Euribor põe certificados a renderem o máximo em setembro

Euribor a três meses está acima dos 2,5% há vários dias e isso significa que os Certificados de Aforro vão remunerar o máximo permitido por lei no próximo mês.

A remuneração dos Certificados de Aforro prepara-se para bater no tecto máximo em setembro, perante a escalada da Euribor a três meses. As aplicações feitas no próximo mês deverão assim render 2,5% quanto à sua componente de base. A má notícia é que se vai esgotar o ciclo de subidas das taxas destes certificados.

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Esta evolução resulta do facto de a Euribor a três meses – que é determinada diariamente por um conjunto de bancos da Zona Euro nas transações que fazem entre si – estar a ser fixada consecutivamente acima de 2,5% desde o passado dia 13, data em que começou o período de cálculo da taxa base para o próximo mês. Esta sexta-feira estava já nos 2,524%, o valor mais alto em quase dois anos.

Isto significa que, mantendo-se o rumo até ao antepenúltimo dia útil do mês, esta quarta-feira, que é quando terminam os 10 dias para calcular a remuneração base, como determinam as regras do IGCP, aquela taxa interbancária marcará uma média superior ao limite máximo legal que os Certificados de Aforro podem remunerar, os tais 2,5%.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

Desde o início do conflito no Médio Oriente, no final de fevereiro, que as taxas de juro em geral – e Euribor em particular — estão a subir de forma gradual. O agravamento dos preços do petróleo por conta do fecho do Estreito de Ormuz fez crescer os riscos de uma nova espiral inflacionista na Zona Euro, forçando o Banco Central Europeu (BCE) a aumentar as taxas de juro diretoras em junho. Setembro deverá trazer uma nova subida.

Consequentemente, a remuneração dos Certificados de Aforro, por estar associada à evolução da Euribor a três meses, também tem vindo a subir de forma consecutiva desde abril. E a fomentar a procura por parte das famílias.

Em julho, apesar do lançamento dos novos Certificados do Tesouro, os de Aforro captaram aproximadamente 768 milhões de euros em termos líquidos de resgates, o corresponde ao montante mais elevado em mais de três anos. Com isso, o stock cresceu para 44 mil milhões de euros, confirmando-se a popularidade destes títulos.

O que vai acontecer daqui para a frente? Esta é a má notícia. Mesmo que a Euribor continue a subir, a remuneração base dos Certificados de Aforro não irá acompanhar tendo em conta os limites legais.

Ainda assim, a taxa base representa apenas a parte inicial da remuneração total dos Certificados de Aforro da Série F, a série atualmente disponível para subscrição desde junho de 2023.

A esta taxa soma-se um prémio de permanência que aumenta com o tempo de investimento, variando entre 0,25 pontos percentuais no segundo ano e 1,75 pontos nos últimos dois anos da maturidade de 15 anos.

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