Rendas de alojamento para universitários chegam aos 1.500 euros em Lisboa
As rendas de alojamento chegam aos 1.500 euros em Lisboa e aos 980 euros no Porto, mas apenas 7% dos universitários têm acesso a residências, num mercado onde a oferta continua aquém da procura.
Arrendar um estúdio individual para estudantes em Lisboa pode custar até 1.500 euros por mês, enquanto no Porto os valores chegam aos 980 euros. Apesar do aumento da oferta, o alojamento estudantil continua escasso em Portugal, onde apenas 7% dos universitários têm acesso a camas em residências destinadas a estudantes, revela o estudo Portugal PBSA Report 2026, da Cushman & Wakefield.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
Depois de quatro anos consecutivos de aumentos muito expressivos, as rendas de alojamento estudantil começam finalmente a dar sinais de abrandamento, considera a Cushman & Wakefield. Atualmente, os valores mensais de um estúdio individual em projetos privados de alojamento estudantil variam entre 740 e 1.500 euros em Lisboa e entre 735 e 980 euros no Porto, segundo o Portugal PBSA Report 2026.
Apesar da subida da oferta, Portugal continua longe de responder à procura. Nos últimos 12 meses, o número de camas disponíveis em Lisboa e no Porto aumentou em cerca de 2.500, mais 16% face ao ano anterior, atingindo quase 18 mil camas em 2026.
Ainda assim, apenas 5% dos estudantes em Lisboa e 10% no Porto têm acesso a camas em alojamento estudantil. A nível nacional, a cobertura ronda os 7%, uma das taxas mais baixas da Europa. Lisboa continua, por isso, a apresentar um dos maiores défices de alojamento estudantil entre cidades europeias comparáveis.

“O mercado português de PBSA está a amadurecer. O que começou há menos de uma década como uma classe de ativos emergente tornou-se um dos setores mais consolidados e acompanhados do mercado imobiliário português. O desafio deixou de ser provar a existência de procura e passou a ser criar capacidade suficiente para responder a essa procura”, afirma Ana Gomes, head of research & insight da Cushman & Wakefield, citada em comunicado.
O que começou há menos de uma década como uma classe de ativos emergente tornou-se um dos setores mais consolidados e acompanhados do mercado imobiliário português. O desafio deixou de ser provar a existência de procura e passou a ser criar capacidade suficiente para responder a essa procura.
A pressão sobre o mercado mantém-se elevada num contexto de crescente presença de estudantes internacionais e de aumento dos custos associados à frequência do ensino superior, incluindo o alojamento. Embora o número total de estudantes tenha registado uma ligeira redução no último ano, o aumento substancial de candidatos para o novo ano letivo deverá manter a procura por alojamento elevada.
Para a Cushman & Wakefield, a próxima fase de desenvolvimento do setor deverá passar não apenas pela criação de mais camas, mas também por uma oferta mais diversificada e ajustada às diferentes necessidades dos estudantes.
No investimento, o mercado de PBSA (Purpose-Built Student Accommodation) manteve uma atividade limitada nos últimos 12 meses, com apenas duas transações relevantes concluídas. A consultora considera que a reduzida atividade não resulta de falta de interesse dos investidores institucionais, mas da escassa disponibilidade de ativos de elevada qualidade para aquisição.
As yields prime mantêm-se nos 5,25%, reforçando, segundo a Cushman & Wakefield, a atratividade e resiliência do alojamento estudantil enquanto classe de ativos num mercado cada vez mais maduro.
Perante as dificuldades em encontrar alojamento, a Deco Proteste lançou esta segunda-feira duas novas ferramentas na plataforma querocasa.pt, destinadas a ajudar estudantes deslocados a encontrar soluções de alojamento. As ferramentas permitem pesquisar opções por instituição de ensino superior e por município.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Rendas de alojamento para universitários chegam aos 1.500 euros em Lisboa
{{ noCommentsLabel }}