Investimento direto estrangeiro em Portugal recupera no primeiro semestre para 6,7 mil milhões
O investimento direto estrangeiro em Portugal totalizou 6,7 mil milhões no primeiro semestre, com o capital francês a destacar-se e o 'stock' de investimento externo a representar já 71% do PIB.
O investimento direto do exterior em Portugal (IDE) totalizou 6,7 mil milhões de euros nos primeiros seis meses de 2026, o que compara com uma queda de 200 milhões de euros no mesmo período do ano passado, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal.
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Do total, seis mil milhões de euros corresponderam a investimento realizado no capital de entidades portuguesas. Deste montante, 1,7 mil milhões de euros foram aplicados em imobiliário, abaixo dos 1,9 mil milhões registados no primeiro semestre de 2025.
A evolução do investimento estrangeiro teve como principal origem o continente europeu. Numa perspetiva de contraparte imediata, destacou-se o aumento do investimento proveniente de França, que atingiu 7 mil milhões de euros, e de Espanha, com 1,9 mil milhões. Estes acréscimos foram parcialmente compensados pela redução do investimento com origem no Luxemburgo, de 4,6 mil milhões de euros.
O peso do investimento direto estrangeiro na economia portuguesa manteve-se elevado. No final de junho, o stock de IDE ascendia a 225,1 mil milhões de euros, equivalente a 71% do Produto Interno Bruto (PIB). O investimento direto de Portugal no exterior situava-se, por seu lado, em 82,2 mil milhões de euros, correspondentes a 26% do PIB.

Os dados do Banco de Portugal mostram também um aumento dos rendimentos associados ao investimento estrangeiro em Portugal. Entre janeiro e junho, os rendimentos de IDE pagos a não residentes ascenderam a 5,4 mil milhões de euros, mais 400 milhões de euros do que no período homólogo.
Do lado contrário, os rendimentos de investimento direto de Portugal no exterior, recebidos de não residentes, totalizaram 2 mil milhões de euros, mais 300 milhões de euros do que um ano antes.
Em contraste com a entrada de capital estrangeiro, o investimento direto realizado por Portugal no exterior (IPE) registou uma queda mais acentuada. No primeiro semestre, as transações de IPE ficaram-se por 200 milhões de euros, contra 2,6 mil milhões no mesmo período de 2025. O investimento no capital de entidades não residentes representou 300 milhões de euros.
Também neste caso o investimento português se concentrou sobretudo na Europa. Espanha foi o principal destino, com 600 milhões de euros, seguida do Luxemburgo e da Polónia, ambos com 200 milhões.
Os dados do Banco de Portugal relativos a junho mostram, assim, uma ligeira redução das entradas de investimento direto estrangeiro face ao primeiro semestre de 2025, mas com um stock de capital estrangeiro em Portugal equivalente a mais de dois terços da economia portuguesa. Ao mesmo tempo, os rendimentos pagos aos investidores externos aumentaram, refletindo o retorno associado ao capital estrangeiro presente no país.
(Notícia atualizada às 12h33)
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