Conselheiro de Trump diz que relação entre Portugal e EUA nunca esteve melhor

  • Lusa
  • 27 Agosto 2026

Devin Nunes, conselheiro do Presidente dos Estados Unidos, considerou que as relações entre Portugal e os EUA nunca estiveram tão fortes e defendeu que Portugal deve investir na indústria naval.

O líder do Conselho Consultivo de Informações do Presidente dos Estados Unidos, Devin Nunes, considerou esta quinta-feira que as relações entre Portugal e os EUA nunca estiveram tão fortes e defendeu que Portugal deve investir na indústria naval.

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A relação entre Portugal e os Estados Unidos e entre os Açores e os Estados Unidos nunca esteve melhor”, afirmou Devin Nunes, em declarações aos jornalistas, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, à margem de uma conferência promovida pelo eurodeputado açoriano Paulo Nascimento Cabral, sobre o papel do arquipélago nas relações transatlânticas.

O antigo congressista republicano, descendente de açorianos, deu como exemplos do reforço da relação entre os dois países o aumento de ligações aéreas da companhia aérea norte-americana United Airlines para os Açores e a instalação de cabos submarinos que ligam os EUA e Portugal, com passagem pelo arquipélago.

“Isto tudo começou há mais de uma década. Algum do trabalho que fizemos no passado vai ter agora um grande impacto nos Açores e em Portugal”, apontou, referindo-se aos cabos submarinos.

Devin Nunes reconheceu o papel da Base das Lajes, localizada na ilha Terceira, na defesa do Atlântico e na cooperação entre Portugal e os Estados Unidos, mas defendeu que o país pode destacar-se também na construção de tecnologia de uso militar.

Portugal é um país pequeno, mas numa localização importante e estratégica. Eu não tomo decisões por Portugal. Posso apenas dar conselhos e podem aceitá-los ou não. Mas acho que é difícil para Portugal, dada a sua dimensão, ter exército, marinha, força aérea, força espacial… O que Portugal pode fazer é usar os seus melhores empreendedores e produzir coisas que vão criar empregos, engenho, inovação e capacidade naval, e que vão ajudar Portugal a proteger os seus recursos”, apontou.

O lusodescendente destacou a empresa Douro Azul, do empresário Mário Ferreira, e a empresa de drones Tekever, como exemplos de empreendedorismo e “tecnologia incrível”.

“Se Portugal tiver capacidade naval e de drones, torna mais fácil aos Estados Unidos criar parcerias e trabalhar com alguém que tem uma localização estratégica e com tecnologia de ponta“, vincou.

Questionado sobre a necessidade de revisão do Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos, Devin Nunes disse não estar a par das “mudanças que estão a ser contempladas”, mas lembrou novamente os avanços nas ligações aéreas e na construção de cabos submarinos.

O republicano sublinhou que os políticos luso-americanos continuam a ter uma influência “muito forte” no Congresso dos Estados Unidos.

“Há 10 anos tínhamos problemas reais com a administração Obama, com o estava a fazer com esta base. Eu avisei no Congresso que era uma má decisão. E agora sabemos porque é que esta base e os Açores são tão importantes”, afirmou, referindo-se à redução militar norte-americana na Base das Lajes, que ocorreu em 2015.

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