Crédito à habitação regista maior crescimento em 17 anos

Carteira de empréstimos para a compra de casa dos bancos não para de crescer e renovar máximos históricos. Em julho, o 'stock' aumentou 1,2 mil milhões de euros, a maior subida mensal desde 2009.

Nunca as famílias portuguesas deveram tanto ao banco por causa da casa. Mês após mês a carteira de crédito à habitação tem crescido de forma imparável. Em julho, o stock registou o maior crescimento desde 2009.

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De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal, o montante de empréstimos da casa atingiu os 118 mil milhões de euros no mês passado, o valor mais elevado de sempre. Em relação ao mês anterior, observou-se um aumento de 1,2 mil milhões de euros na carteira dos bancos, o que corresponde à maior subida desde dezembro de 2009, há 17 anos.

O que explica este aumento? Desde que o Governo lançou a garantia pública para os jovens que os bancos têm registo uma forte procura por parte deste segmento da população e é um dos fatores que está a contribuir para o aumento da concessão de crédito.

O linha de garantia, que foi lançada no início de 2025, começou com 1,2 mil milhões de euros e entretanto o Executivo já reforçou o esquema para um valor total de 2,3 mil milhões.

Por outro lado, as famílias podem ter-se antecipado ao aperto que o Banco de Portugal em relação às regras de concessão de crédito e que entraram em vigor a 1 de agosto. Tais medidas visam justamente arrefecer a procura por crédito que está a ser impulsionada pela garantia estatal.

Há que contar ainda com outro fator: o facto de os juros estarem relativamente baixos face ao passado recente, retirando o incentivo às famílias para reembolsarem antecipadamente o crédito ao banco — como aconteceu a um ritmo bastante acelerado em 2023 e 2024, quanto as taxas estavam muito altas.

Stock de crédito à habitação sobe há 30 meses

Fonte: Banco de Portugal (em milhões de euros)

Segundo os dados do supervisor, o montante total de empréstimos concedidos a particulares — incluindo habitação e consumo — cresceu para 153,5 mil milhões de euros em julho.

No que toca ao crédito às empresas, o stock de empréstimos atingiu 78 milhões de euros, mais 438 milhões do que no final de junho.

(Notícia atualizada às 11h21)

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