Depósitos a prazo recuam pela primeira vez num ano
Em julho, os portugueses tinham mais de 206,7 mil milhões de euros guardados no banco, o valor mais elevado de sempre. Isto apesar de os depósitos a prazo terem recuado ligeiramente.
Os depósitos a prazo recuaram em julho pela primeira vez em quase um ano. Ainda assim, o dinheiro que os portugueses guardam no banco voltou a subir (à boleia dos depósitos à ordem) e atingiu o valor mais elevado de sempre.
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Segundo os dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal, o stock de aplicações a prazo caiu 21,5 milhões de euros para 116,4 mil milhões no mês passado.
Apesar da queda ligeira, foi o primeiro recuo desde agosto do ano passado e surge numa altura em que os Certificados de Aforro estão a captar cada vez mais interesse e dinheiro das famílias portuguesas por conta do aumento da remuneração. Naquele mês, que marcou também o lançamento da nova série de Certificados do Tesouro com condições melhoradas, os Certificados de Aforro captaram 767,7 milhões de euros em julho, o montante mais elevado em três anos, impulsionado pela subida da Euribor.
Enquanto os depósitos a prazo rendem em média cerca de 1,5%, os Certificados de Aforro apresentam uma remuneração de quase 2,5%, uma diferença de 1 ponto percentual que pode ajudar a explicar estes movimentos.
Depósitos sobem à boleia das aplicações à ordem
Fonte: Banco de Portugal (em milhões de euros)
Os depósitos a prazo representam 56% do total de poupanças que as famílias guardam no banco e que superaram os 206,7 mil milhões de euros em julho, mais 1,4 mil milhões em relação ao mês anterior.
Esta subida explica-se, então, com o aumento dos depósitos à ordem, que não remuneram o depositante e cujo stock voltou a superar a fasquia dos 90 mil milhões de euros em julho. Trata-se do valor mais elevado desde março de 2023, há mais de três anos.
(Notícia atualizada às 10h56)
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