Shein quer captar 1,5 mil milhões no principal IPO da rentrée
Retalhista de 'fast fashion' fundada na China está a informar os potenciais investidores que deverá fixar o IPO em cerca de 48,56 dólares de Hong Kong por ação (5,32 euros).
A Shein está a preparar-se para captar cerca de 13,6 mil milhões de dólares de Hong Kong (cerca 1,5 mil milhões de euros) na oferta pública inicial (Initial Public Offering – IPO) que marca a primeira grande entrada em bolsa da rentreé. A empresa de fast fashion está a informar os potenciais investidores que deverá fixar o IPO em cerca de 48,56 dólares de Hong Kong por ação (5,32 euros), avançam esta quarta-feira as agências Bloomberg e Reuters.
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Na reta final de um longo processo de abertura de capital, a retalhista online tabelou o preço ligeiramente acima da média que tem sido divulgada, entre os 47,6 e os 49,5 dólares de Hong Kong por ação, de acordo com a informação transmitida por fontes familiarizadas com o IPO. Assim, avaliaria a empresa nascida na China e com sede em Singapura em pouco mais de 26 mil milhões, um valor significativamente abaixo dos 100 mil milhões de dólares alcançados há quatro anos.
A estreia na bolsa da Shein está prevista para o próximo dia 1 de setembro, após ter sofrido um atraso na receção de pedidos de investidores. As taxas de subscrição para investidores institucionais e individuais no IPO da Shein serão divulgadas na segunda-feira, um dia antes do início da negociação dos seus títulos da bolsa de Hong Kong.
A história entre a Shein e dispersão de capital começa no pós-pandemia de Covid-19 com o crescimento da app através da rede social Tik Tok. Nos anos seguintes, sucederam-se avanços e recuos no processo por variadas razões, entre as quais regulatórias – o marketplace chinês enfrentou travões nas bolsas de Londres e de Nova Iorque – e geopolíticas, vindo-se ‘obrigada’ a adiar os planos, inicialmente, devido à volatilidade causada pela a invasão russa da Ucrânia e, mais tarde, pelo anúncio das tarifas de Donald Trump e o início da guerra no Médio Oriente.
Estas circunstâncias externas começaram a penalizar as contas. No prospeto preliminar publicado no final de julho, a Shein – que tem entre os investidores a IDG Capital, a Mubadala Investment, a Tiger Global Management e a HongShan Capital (ex-Sequoia Capital) – informou que, no primeiro trimestre deste ano, teve um prejuízo de 99 milhões de dólares norte-americanos (85,5 milhões de euros), em comparação com um lucro de 395 milhões de dólares (341 milhões de euros) registados no mesmo período de 2025.
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