Três portugueses continuam desaparecidos após tragédia no Nepal. Já foram confirmadas 359 mortes
359 mortes e mais de 1.300 pessoas desaparecidas é o último balanço na sequência da tragédia que afetou região dos Himalaias entre o Nepal e o Tibete.
Três portugueses continuam desaparecidos na sequência da inundação devastadora no Nepal e no Tibete. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), um quarto cidadão português que estava desaparecido foi entretanto encontrado em segurança.
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“O MNE confirma mais dois portugueses desaparecidos, que se encontravam a viajar pelo Tibete. No total estão agora desaparecidos quatro cidadãos nacionais (dois do sexo masculino e dois do sexo feminino)”, tinha referido inicialmente o ministério numa nota enviada à Lusa. Entretanto, o mesmo Ministério avançou que um “cidadão nacional que estava dado como desaparecido desde ontem [quarta-feira] acaba de ser localizado”. “Encontra-se bem de saúde e em segurança, ainda na fronteira com o Tibete, mas aparentemente longe do sucedido”, acrescentou.
Uma quinta cidadã portuguesa foi encontrada sem vida logo na quarta-feira.
359 mortes e mais de 1.300 pessoas desaparecidas
De acordo com o mais recente balanço, o número total de mortos subiu para 359. As equipas de resgate continuavam a procurar mais de 1.300 desaparecidos após a catástrofe.
As autoridades nepalesas disseram esta quinta-feira que resgataram 445 pessoas com vida, entre as quais 27 estrangeiros.

A vaga de água e lama atingiu por volta das 9h15 locais (4h30 em Lisboa) o rio Bhotekoshi a partir da zona tibetana e afetou com particular gravidade as localidades de Timure, Rasuwagadhi e Syabrubesi, segundo fontes oficiais. A água atingiu também o território chinês.
Dezenas de imagens de câmaras de vigilância mostram pequenas povoações, albufeiras, pontes e outras infraestruturas a serem completamente destruídas quando o rio que as atravessa sobe repentinamente, enquanto dezenas de pessoas correm a tentar fugir das inundações.
As autoridades mobilizaram as forças de segurança e as equipas de emergência enquanto tentavam determinar a dimensão dos estragos e localizar as pessoas que permaneciam incontactáveis.
A cheia atingiu com especial intensidade o distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, onde a massa de água varreu as localidades de Timure, Rasuwagadhi e Syabrubesi, junto a uma das principais passagens terrestres para o Tibete.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registou um sismo de magnitude 4,4, mas posteriormente reclassificou o evento como um deslizamento. O deslizamento, segundo o USGS, teve uma magnitude 5,2 e ocorreu a cerca de 55 quilómetros a noroeste de Kodari, no Nepal.
O Governo do Nepal declarou as áreas afetadas como zona de catástrofe por um período de três meses e ordenou a mobilização de helicópteros militares e privados para as operações de busca e salvamento, além de garantir assistência médica gratuita aos feridos e acelerar a reparação das estradas, da rede elétrica e das telecomunicações.
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