Morreu Narana Coissoró, histórico dirigente do CDS
Coissoró teve um longo percurso parlamentar. Foi deputado à Assembleia da República em oito legislaturas e liderou o Grupo Parlamentar do CDS durante mais de uma década. Tinha 94 anos.

Morreu Narana Sinai Coissoró, histórico dirigente e antigo presidente do CDS. Tinha 94 anos. A morte foi já confirmada pelo CDS-PP, que divulgou uma nota de pesar pelo antigo dirigente.
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Nascido em Goa, a 3 de outubro de 1931, Narana Coissoró licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e doutorou-se pela Universidade de Londres. Foi advogado e professor catedrático jubilado do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP).
Coissoró teve um longo percurso parlamentar. Foi deputado à Assembleia da República em oito legislaturas e liderou o Grupo Parlamentar do CDS durante mais de uma década, entre 1978 e 1991.
Foi também vice-presidente da Assembleia da República entre 1999 e 2005.
No plano académico, Narana Coissoró esteve particularmente ligado aos estudos sobre o Oriente, tendo presidido ao Instituto do Oriente. Foi também autor de diversas obras nas áreas do Direito e da Ciência Política.
A sua ligação a Goa e à cultura goesa foi igualmente uma dimensão marcante do seu percurso. Em 2021, quando completou 90 anos, recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, numa homenagem realizada na Casa de Goa, em Lisboa.
Narana Coissoró foi ainda distinguido com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique e com outras condecorações nacionais.
Numa nota de pesar, o CDS-PP destacou o percurso de Narana Coissoró na causa pública, no ensino universitário, no Direito, na Justiça e no partido, salientando o seu “rigor do pensamento”, a “força da palavra” e a firmeza nas suas convicções.
“A vida do Professor Narana Coissoró confundiu-se também com alguns dos momentos mais relevantes e marcantes da História do próprio CDS. Foi protagonista de muitos combates ao serviço da dignidade da pessoa humana, da Democracia e da Liberdade, não raras vezes em momentos particularmente difíceis, ajudando a afirmar a Democracia-cristã em Portugal”, escreve o CDS na sua nota de pesar.
Para o CDS, a morte de Narana Coissoró deixa uma “saudade profunda”, mas também um legado no ensino, na Justiça, no partido e na história recente de Portugal. “Em todos quantos tiveram o privilégio de partilhar este caminho, fica a memória, o respeito e um imenso sentido de gratidão“, lê-se na nota, na qual o partido apresenta também condolências à família.
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