Ao fim de uma semana, candidatos à segunda fase de acesso ao superior estão 18% abaixo de 2025

A segunda fase do acesso ao ensino superior regista menos candidaturas do que há um ano, depois de uma primeira fase com número recorde de colocados e 42,3% menos vagas sobrantes.

Nos primeiros sete dias da segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, o número de candidatos está 17,9% abaixo do verificado em igual período do ano passado, o equivalente a menos 2.302, num total de 10.587, segundo dados da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES). O primeiro dia da segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior arrancou com uma quebra de 11% dos inscritos.

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A segunda fase do concurso arrancou na segunda-feira, 24 de agosto, com 6.639 vagas disponíveis, menos 42,3% do que na segunda fase do ano passado. “Das 56.228 vagas colocadas a concurso, sobraram 6.639 vagas para a segunda fase do concurso”, anunciou o Ministério da Educação em comunicado. Os resultados da segunda fase do concurso nacional de acesso serão divulgados no dia 30 de setembro.

Quase 50 mil alunos ficaram colocados na primeira fase do concurso, um valor recorde que representa um subida de 13,9% face ao ano passado, invertendo a redução registada em 2025.

O curso de Engenharia Aeroespacial da FEUP teve a nota de entrada mais elevada na primeira fase, com 19,5 valores, enquanto, no extremo oposto, Gestão e Informática, em Lamego, fechou com 9,7 valores, segundo os dados oficiais de colocação.

De acordo com os dados consultados pelo ECO, dos 1.170 cursos integrados no concurso nacional de acesso ao ensino superior, 412 têm vagas sobrantes para a segunda fase. Pode ver aqui a lista de vagas sobrantes em cada curso.

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, considerou que o “sucesso da 2.ª fase [dos exames] demonstrou que o processo de digitalização da avaliação externa, de uma forma global, estava bem concebido”, numa mensagem publicada no Facebook no dia em que foram divulgadas as colocações no ensino superior.

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou no domingo o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de tentar “branquear” o “caos nos exames” nacionais e os problemas na preparação do acesso ao ensino superior. O líder socialista acusou ainda Montenegro de ter “medo do povo português” e aconselhou-o a “ouvir o país”.

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