Sindicato reclama melhores salários e carreiras na Altice Portugal

  • Lusa
  • 31 Agosto 2026

O Sindicato dos Trabalhadores da Altice exige melhores salários e carreiras transparentes, alertando que os vencimentos continuam abaixo dos praticados pelos concorrentes europeus.

O Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Altice em Portugal (Stpt) defendeu esta segunda-feira melhores condições salariais e carreiras profissionais transparentes na Altice Portugal e subsidiárias, onde diz que os salários “continuam relativamente abaixo” dos concorrentes europeus mais desenvolvidos.

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“As telecomunicações são um dos pilares da economia portuguesa. São os trabalhadores que garantem diariamente o funcionamento das redes, dos serviços digitais e das comunicações de milhares de pessoas e empresas. No entanto, apesar da elevada exigência técnica e da crescente responsabilidade das funções, os salários na Altice Portugal continuam relativamente abaixo dos praticados nos países europeus mais desenvolvidos”, lê-se num comunicado divulgado esta segunda-feira.

Apontando como objetivo “aproximar os salários dos trabalhadores da empresa aos níveis dos melhores países da Europa”, o Stpt salienta que tal “deve assentar numa estratégia sólida, responsável, sustentável e orientada para o futuro”.

Neste sentido, defende que a Altice Portugal “invista seriamente na valorização dos seus trabalhadores” através de formação contínua, em novas tecnologias, inteligência artificial, cibersegurança, redes de nova geração e transformação digital, porque “um trabalhador mais qualificado é um trabalhador mais produtivo e mais valorizado”.

Reclama ainda que os ganhos de produtividade “sejam repartidos de forma justa”, de forma que os trabalhadores possam “beneficiar dessa riqueza através de aumentos salariais, prémios de desempenho e até formas de compensação da fidelidade à empresa”. Quanto às negociações salariais, “devem basear-se em indicadores objetivos, como resultados económicos das empresas, a inflação e a evolução do setor, garantindo em crescendo aumentos justos e sustentáveis”.

Rejeitando a continuação das saídas antecipadas de trabalhadores mais experientes, o sindicato argumenta que “os trabalhadores mais antigos não podem ser ‘empurrados’ para fora a pretexto da evolução e transformação tecnológica ou da pressão concorrencial”. Paralelamente, defende “carreiras profissionais transparentes”, com critérios objetivos tendo por base o mérito e “eliminando situações de estagnação profissional que desmotivam os trabalhadores e promovem a saída voluntária de profissionais qualificados”.

“Consideramos igualmente fundamental que a empresa invista na modernização tecnológica e na inovação, reduzindo a burocracia, automatizando tarefas repetitivas e permitindo que os trabalhadores se concentrem em atividades de maior valor acrescentado e tecnicamente mais diversificadas”, lê-se no comunicado.

Entre as reivindicações do Stpt estão ainda melhores condições de trabalho, horários mais reduzidos e equilibrados e modalidades de trabalho flexíveis sempre que a natureza das funções o permita. “Não é do interesse de ninguém travar a inovação tecnológica, impedir a modernização das empresas ou rejeitar a formação profissional. Também não é sustentável exigir aumentos salariais desligados da realidade económica da empresa, pois isso pode comprometer o investimento, a competitividade e o emprego”, sustenta.

Apontando como exemplo os países europeus com os salários mais elevados, o sindicato afirma que “demonstram que o sucesso resulta de altos níveis de produtividade e da combinação entre trabalhadores altamente qualificados, empresas inovadoras, forte investimento em tecnologia, negociação coletiva responsável com os sindicatos e uma distribuição equilibrada dos ganhos económicos”.

“É esse modelo que queremos para Portugal, para a Altice Portugal e para as suas empresas subsidiárias (Meo e outras)”, enfatiza, defendendo que “valorizar quem trabalha é investir no futuro da empresa, do setor e do país”.

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