União Europeia prepara novas sanções à Rússia após escalada de ameaças híbridas
Bruxelas deverá apresentar uma nova lista de sanções que poderá abranger cerca de 1.600 pessoas e entidades, enquanto Berlim prepara medidas próprias após os incidentes com drones em Leipzig.
A União Europeia (UE) prepara um novo pacote de sanções contra a Rússia, numa resposta à escalada de ameaças híbridas no continente e aos recentes incidentes com drones junto ao aeroporto alemão de Leipzig. A lista em preparação poderá incluir cerca de 1.600 pessoas e entidades e deverá ficar fechada até à reunião dos líderes europeus prevista para outubro, de acordo com três diplomatas europeus citados pelo Politico.
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“A estratégia é disparar em todas as frentes. Estamos a usar todos os regimes possíveis. A mensagem para Moscovo é que não vamos recuar”, afirmou um dos diplomatas da UE ao jornal.
A ofensiva diplomática de Bruxelas surge depois de a Alemanha ter sinalizado que pretende atribuir oficialmente a tentativa de ataque com drones em Leipzig à Rússia, embora o chanceler alemão, Friedrich Merz, ainda não tenha feito essa acusação publicamente.
As autoridades alemãs investigam desde o início de agosto a descoberta de um drone com explosivos junto à pista sul do aeroporto de Leipzig, que serve como um centro estratégico da NATO com transportes militares para a Ucrânia. Outro aparelho foi encontrado a 14 de agosto nas proximidades, segundo a imprensa alemã.
A resposta europeia não deverá limitar-se às sanções. Os ministros europeus da Defesa reúnem-se esta semana na Irlanda para discutir as ameaças híbridas, o reforço da defesa aérea da Ucrânia e o financiamento de Kiev, entre outros assuntos.
A UE adotou também em julho o 21.º pacote de sanções contra a Rússia, que reforçou as restrições dirigidas aos setores energético, financeiro e dos transportes, bem como a indivíduos e entidades envolvidos no apoio à guerra da Ucrânia.
O novo pacote poderá, assim, representar uma resposta mais ampla às operações classificadas como guerra híbrida, numa altura em que os governos europeus reforçam também as medidas de proteção de infraestruturas críticas e contra ameaças com drones. O Conselho Europeu já apelou a esforços urgentes para aumentar a resiliência e a capacidade de resposta a ataques híbridos.
A Alemanha está simultaneamente a preparar medidas bilaterais próprias, enquanto discute também novos poderes para os seus serviços de informações, incluindo a possibilidade de realizar operações de sabotagem, ações cibernéticas ofensivas e missões de espionagem mais agressivas, abandonando as restrições que vigoravam desde o pós Segunda Guerra Mundial.
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