Desemprego estabiliza na União Europeia. Portugal mantém-se abaixo da média do bloco

Desemprego no Euro manteve-se em 6,4%, enquanto na UE permaneceu em 6,1% em julho. Em Portugal, taxa fixou-se em 5,7%, valor idêntico ao do mês anterior.

Julho ficou marcado por uma estabilização do mercado de trabalho na União Europeia (UE). De acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Eurostat, o desemprego ficou inalterado tanto no bloco comunitário como na Zona Euro, em comparação com o registado em junho. Também em Portugal, a taxa registou um valor idêntico em julho face ao mês anterior, mantendo-se em mínimos.

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“Em julho de 2026, a taxa de desemprego da Zona Euro foi de 6,4%, estável em comparação com junho de 2026 e acima dos 6,3% registados em julho de 2025. A taxa de desemprego da UE situou-se em 6,1% em julho de 2026, também estável face a junho de 2026 e acima dos 6% verificados em julho de 2025″, informa o gabinete de estatísticas, num destaque publicado esta terça-feira.

No total, 13,5 mil milhões de pessoas não tinham emprego na União Europeia no sétimo mês do ano, indica o Eurostat. Destas, quase 11,2 mil milhões estavam em países da área da moeda única.

Entre os Estados-membros que compõem o bloco comunitário, a Finlândia voltou a ser aquele com a taxa de desemprego mais elevada: 10,5%. Seguiram-se Espanha (10,0%), a Suécia (8,6%) e França (8,3%).

Já a Chéquia foi o país da União Europeia com a taxa de desemprego mais baixa em julho: 3,3%. Na base da tabela, estão ainda a Polónia (3,4%), a Eslovénia e Malta (ambas com 3,5%), bem como a Bulgária (3,6%).

E Portugal? Por cá, conforme já tinha adiantado o Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego situou-se em 5,7% em julho, valor idêntico ao registado no mês anterior e inferior em 0,1 pontos percentuais à taxa contabilizada há um ano.

Os dados do Eurostat mostram que, em julho, Portugal manteve-se abaixo da média tanto da União Europeia, como da Zona Euro.

Desemprego jovem recua no Velho Continente

O destaque do Eurostat permite perceber também que, em julho, havia mais de 2,9 mil milhões de jovens (pessoas com menos de 25 anos) desempregados na UE, dos quais quase 2,4 mil milhões estavam em países da área da moeda única.

Assim, a taxa de desemprego jovem situou-se em 15,1% no bloco comunitário no sétimo mês do ano, o que representou um decréscimo face aos 15,6% de junho.

Já na Zona Euro, o desemprego jovem fixou-se em 14,9%, o que também correspondeu a um recuo em cadeia (em junho, a taxa tinha sido de 15,0%).

Neste indicador, foi a Estónia a registar o valor mais expressivo do bloco comunitário: 26,1%. Entre os países com as taxas de desemprego jovem mais elevadas da UE, estão ainda a Finlândia (23,4%), a Suécia (23,2%) e Espanha (22,9%).

Portugal aparece não muito abaixo nessa tabela, ocupando o sétimo lugar, com uma taxa de desemprego jovem de 20,1%. Face a junho, registou-se, por cá, um agravamento de 0,2 pontos percentuais da taxa de desemprego jovem, que se manteve, deste modo, acima da média comunitária e da área do Euro.

Em contraste, a Alemanha (7,2%), os Países Baixos (8,6%) e Malta (9,8%) foram os Estados-membros com as taxas de desemprego jovem mais baixas do Velho Continente.

(Notícia atualizada às 11h03)

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